Como lidar com pessoas difíceis

A bíblia num todo nos adverte, ensina e exorta quanto a lidar com pessoas difíceis. Pois, se você olhar para dentro de si, perceberá que existe, no particular, outra pessoa difícil. Não é simples lidar com pensamentos, vivência e crenças individuais (não falo crença religiosa, implico sobre o lado único de cada ser) ao que tange cada personalidade.

Jesus lidando com Pedro

Você certamente já leu sobre Pedro ao fio da espada decepando a orelha de um soldado romano (João 18:10). Por esse breve relato de João, pode-se perceber o quão genioso e explosivo era Simão Pedro. Mas Jesus soube lidar com tal temperança, fazendo daquele homem seu discípulo, e edificando sobre aquela pedra a sua igreja.

Jesus fala a Saulo de Tarso

Outro ponto em que precisamos meditar é sobre a passagem que está em Atos, no capítulo 9. O Senhor fala a Saulo, perseguidor da igreja, o indagando sobre o motivo pelo qual aquele soldado O persegue. Veja que Jesus não pergunta o motivo pelo qual o mais tarde, apóstolo Paulo, dedica sua vida a combater a igreja, mas fala-lhe em primeira pessoa. Assim você consegue perceber o quão impactante é o agir de Jesus mesmo após sua ascensão aos céus.

Jesus deu um grande exemplo a respeito de como lidar com pessoas complexas, de temperamento forte ou contrárias à nossa verdade de vida.

Ame ao próximo como a ti mesmo (Mateus 22:37-39)

Há um mandamento dado por Cristo que nos ensina a amar o próximo como amamos a nós mesmos. Veja bem o que o Senhor diz: SE VOCÊ SE AMAR, CERTAMENTE CONSEGUIRÁ AMAR AO TEU SEMELHANTE, POR OUTRO LADO, SE O TEU AMOR EM PARTICULAR NÃO EXISTE, OU SUBEXISTE, SERÁ IMPOSSÍVEL AMAR AO QUE ESTÁ AO SEU LADO.

Lidar com pessoas difíceis implica em primeiramente nos amarmos. Pois, se assim for, com certeza seremos capazes de amar a quem até mesmo nos persegue.

Deus é amor, mas é também justiça

Em Mateus 5:5 temos um exemplo de como devemos ser, esse é o capítulo das “bem-aventuranças”, veja: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.”

Essa passagem implica sobre como lidar com pessoas difíceis. Mas caso não tem entendido, é simples explicar: Todo aquele que for manso, não somente herdará a terra, mas saberá como cuidar e cultivar tudo o que nela há, sobremaneira, sabendo até mesmo como lidar e cuidar de pessoas com personalidades fortes e muitas vezes ignorantes. Ser manso é uma forma simples e eficaz para que, com racionalidade, possamos ver o que há de melhor naquele cujo sentimento explosivo pode esconder no mais íntimo de sua alma.

Deus é amor, mas é também justiça, lembra? E por sua justiça, certamente se não agirmos como Cristo, seremos advertidos pelo Pai em dado momento de nossas vidas.

Considere ler

Leia Gálatas 5. Daqui você poderá extrair outras formas de como lidar com pessoas difíceis.

Mansidão e domínio Próprio

Em Gálatas 5:23 há um exemplo claro de como lidar com pessoas difíceis – através dos fruto do espírito santo (sim, FRUTO, pois está tudo em apenas uma posição).

Mário Antonio Marques Fascio

Presidente da Igreja da Vitória do Povo de Deus – IVPD

Conteúdo pode ser reproduzido se falar a fonte.

Namoro Cristão

O tema namoro cristão é um assunto bastante abordado em centenas de igrejas na atualidade. Cada vez os adolescentes estão em busca de relacionamentos, tentando suprir uma carência que há 20, 30 anos atrás era inexistente. Mas os tempos mudam, não é mesmo? Sim, os tempos ganham novas caras, mas a bíblia continua a mesma – atemporal.

A seguir, vamos tentar compreender, juntos, a dinâmica a respeito de como deve ser o namoro cristão, o que procurar nessa relação, como vencer as tentações da carne e a idade adequada para o início de um relacionamento saudável e duradouro. Vejamos:

Como deve ser um namoro cristão?

Nenhum relacionamento vem com manual de instruções, certo? Errado! À luz da bíblia temos respaldos sobre como conduzir os nossos relacionamentos, sejam eles namoro, noivado, casamento ou com nossos pais e filhos, amigos, chefes… tudo é uma questão de ouvir o que diz a palavra de Deus.

O namoro cristão deve obedecer ao que ordena a bíblia, respeitando o nosso corpo o qual serve de morada para o Espírito Santo de Deus, respeitar a pessoa que está ao seu lado e principalmente crescer como indivíduo.

Entenda que é no namoro que se forma o dito “sermos um” após o casamento. Conheça a pessoa que está ao seu lado, observe o que ela pensa e espera de um relacionamento com Deus. Não é pecado namorar e no meio do caminho desistir, ao descobrir que aquela pessoa não tem a sua fé alicerçada o suficiente para conduzir uma relação à dois. Pior será permanecer em uma relação (namoro) cuja saúde espiritual está debilitada ou até mesmo inexiste.

Em um namoro cristão procure:

  • Não deixar de orar;
  • Evite ficar sozinho com o(a) namorado(a);
  • Não deixe de ler a bíblia;
  • Tenha mentores de qualidade na igreja;
  • Namore sabendo que o próximo passo deve ser o noivado e posterior casamento;
  • Não se isole dos amigos saudáveis e que te fazem crescer na fé;
  • Ouça sempre os seus pais;
  • Saiba que o(a) seu(sua) namorado(a) não deve ser mais importante que Deus;
  • Sejam amigos um do outros, mas não apenas amigos, MELHORES AMIGOS.

Como vencer os desejos da carne?

Há uma só pessoa em todo o universo que é capaz de nos conduzir à vitória contra os desejos da carne, sejam eles sexuais, de jogos ou qualquer outro tipo de situação que possa nos levar ao declínio da vida cristã e social, chama-se Espírito Santo.

Somente o Espirito Santo é capaz de nos conduzir por um namoro cristão sadio, explorando as qualidades pessoais e intelectuais do(a) parceiro(a) que podem nos fortalecer na fé, não as físicas. Bem sabemos, como dizem as escrituras em Eclesiastes 3:1-8, quando nos declara que “há tempo para todas as coisas debaixo dos céus”.

Não se precipite, aguarde o tempo certo para o seu desejo e, no que tange ao sexual, somente após o casamento.

Qual a idade adequada para iniciar um namoro cristão

Não temos essa informação na bíblia, talvez por não haver de fato uma idade correta para iniciar uma relação amorosa. Só que devemos ter o bom senso, e com já bem mencionei acima – ouvir os pais é de suma importância para uma vida equilibrada – vamos aos pontos que podem te ajudar a entender quando iniciar um namoro cristão:

Seja maduro o suficiente para conduzir uma relação;

Certifique-se que a pessoa ao seu lado tem maturidade;

Converse com seus pais;

Seja amigo em todo tempo;

Converse com o seu líder na igreja;

Peça auxílio do pastor;

Saiba que o namoro é um ensaio para o casamento, não um passa tempo de final de semana;

Coloque em sua mente que essa relação, se for saudável é pra toda uma vida;

Ouça a voz de Deus através das leituras bíblicas;

Cerquem-se de amigos saudáveis;

Caminhem juntos na fé;

Orem juntos;

Frequentem a igreja juntos;

A traição não é um “ponto e vírgula” entre uma briga e outra.

Considerações finais

Se você tem a intenção de namorar determinada pessoa, ore a Deus, peça que Ele te ajude nessa escolha. Peça a Deus olhos de águia para que possa compreender a fundo a outra pessoa. Chame-o(a) para uma conversa e esqueça a timidez, pois a bíblia diz que os tímidos não herdarão os céus (apocalipse 21:8).

É difícil se declarar? Então seja antes de tudo amigo daquela pessoa. Afinal, um relacionamento é sobretudo um laço eterno de amizade e fidelidade.

Mário Fascio

Presidente da Igreja Virtual Povo de Deus – IVPD

P.S: Direitos reservados para IVPD, você pode copiar desde que mencione autor e fonte.

Covid-19: Amapá registra mais 7 mortes e 280 casos; são 1.318 óbitos e 98.324 infectados

Boletim desta sexta-feira (2) indicou que são 308 pacientes internados pela doença, sendo 145 em UTI e 163 em leito clínico.

Mortes

Os óbitos informados no boletim do governo estadual de hoje ocorreram em dois municípios. Eles ocorreram entre 10 de maio de 2020 e quinta-feira (1º). Veja os detalhes:

  • SANTANA: mulher de 46 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 10 de maio de 2020;
  • MACAPÁ: homem de 74 anos, com diabete mellitus e obesidade, falecido em 1º de agosto de 2020;
  • SANTANA: homem de 81 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 18 de março;
  • MACAPÁ: mulher de 56 anos, sem comorbidades declaradas, falecida em 26 de março;
  • MACAPÁ: homem de 69 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 31 de março;
  • MACAPÁ: homem de 66 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 1º de abril;
  • MACAPÁ: mulher de 46 anos, com obesidade, falecida em 1º de abril;

Em relação ao total de óbitos, a maior parte está concentrada em Macapá, com 982 registros, seguida por Santana (115), Laranjal do Jari (80) e Oiapoque (32).

Levantamento mostra que a cada 10 pacientes intubados apenas 1 sobrevive no Brasil

88% dos intubados com covid em fevereiro morreram no Brasil

Dos internados por covid com ventilação respiratória invasiva em fevereiro, 87,9% morreram, mostra levantamento realizado pelo Poder360. É o pior mês desde o início da pandemia. A situação vem se agravando desde dezembro.

Estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) publicado em janeiro na revista Lancet mostrou que 80% dos intubados em 2020 morreram no Brasil.

Considerando os intubados no mês de novembro, 80,2% morreram. Esse número subiu para 82,7% em dezembro, 85,3% em janeiro e atingiu seu maior patamar com 87,9% em fevereiro.

Dos 10 Estados em pior situação, 8 estão nas regiões Norte e Nordeste do país. Essa comparação considera o período de março de 2020 a fevereiro de 2021. Em Santa Catarina, onde a situação é a menos grave do país, morreram 7 de cada 10 pacientes intubados.

Há poucos estudos sobre o tema com dados de abrangência nacional. Entre os que existem, o Brasil se sai mal. Itália (52% de mortos depois de intubação) e Alemanha (53%) têm taxas menores.
 

O pesquisador da Fiocruz Fernando Bozza, autor do estudo original, elenca alguns dos fatores que levaram à piora do quadro nos últimos meses:

  • UTIs lotadas;
  • centros médicos sem condições de atendimento;
  • profissionais sem experiência de intubação;
  • burnout das equipes;
  • falta de equipamentos;
  • quebra de protocolos de boas práticas.

Bozza avalia que a situação tende a se agravar . “Vimos o colapso na região Norte e algum colapso na região Nordeste. Agora, estamos vendo uma evolução de colapso para todo o sistema de saúde brasileiro. Tem a sincronização da epidemia em todas as regiões e nas capitais”, afirma.

Segundo o pesquisador da Fiocruz, a piora do cenário poderá se dar de forma rápida. “A perspectiva para abril e maio é muito ruim. Se não aprofundar as medidas de contenção neste momento, não vai ter tempo hábil para o processo de vacinação fazer diferença. O que funciona é que as pessoas fiquem em casa e façam a sua parte”, diz.

Essa também é a opinião do médico Rodrigo Biondi, presidente da regional do Distrito Federal da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira). Ele avalia que aumentar as restrições à circulação de pessoas é a única solução possível neste momento. “Não seria necessário lockdown se as pessoas respeitassem regras de distanciamento e de uso de máscaras. Mas elas não cumprem isso”, afirma.

Biondi considera impossível aumentar o número de leitos de forma eficaz a curto prazo. Muitos dos que já foram implantados recentemente contribuem de forma precária para a cura dos pacientes. O maior problema, diz o médico, está na escassez de profissionais, incluindo médicos e enfermeiros. “No Reino Unido havia 1 enfermeiro por paciente antes da pandemia. Agora há 1 para 3 pacientes e eles dizem que é impossível trabalhar. No Brasil a legislação permite 1 para 10 e estamos com situações muito piores do que isso”, afirma.

O médico intensivista diz que o percentual de morte de intubados que o Brasil atinge neste momento é algo inédito. “Normalmente a taxa fica entre 15% e 20%”. Destaca que muitos dos intubados não estão em UTIs, mas em enfermarias e até mesmo em unidades de atenção primária. “Eles são excluídos da contabilização da fila para entrar na UTI, mas não deveria ser assim”.

Bozza chama atenção para o fato de que a situação do atendimento atual dos casos mais graves piora a chance de sobrevivência, que já é baixa. “ A UTI tem uma capacidade de funcionamento considerando uma situação onde nem todos os doentes estão intubados. Quando você passa a ter todos os doentes intubados, a sobrecarga de trabalho é tanta que as pessoas não dão conta”, diz

Segundo Biondi, em situações normais cerca de 40% dos pacientes de UTI são intubados. Atualmente há 100% de intubados em UTIs de covid.

A situação de sobrecarga de trabalho, aliada a alguns profissionais na linha de frente sem experiência nesse tipo de atendimento e falta de insumos, destacam os médicos, leva a uma situação de burnout, onde protocolos e boas práticas de sedação e de controle de infecção, que aumentam a sobrevivência em UTIs, vão sendo quebradas. “A chance de erro aumenta muito”, afirma Biondi.

Metodologia

Poder360 refez parte do levantamento publicado na Lancet e analisou pacientes com covid-19 que passaram por intubação de março de 2020 a fevereiro de 2021. Só foram considerados os 106.351 casos com desfecho conhecido (alta ou morte) na base de dados Sivep-Gripe do Ministério da Saúde. Informações preliminares de março de 2021 não foram usadas porque ainda há muitos pacientes sem desfecho conhecido, o que pode alterar o resultado.

Brasília/DF tem corpos armazenados no chão de hospitais.

A rede de atendimento da capital federal está esgotada

Com o sistema de saúde em situação de calamidade pública no Distrito Federal, corpos de vítimas de covid-19 tem ficado à espera de deslocamento em corredores de hospitais e até dispostos no chão. Imagens gravadas por servidores de unidades localizadas no Guará e em Ceilândia, regiões do entorno de Brasília, mostram um corpo ensacado no piso. Em outra situação, há uma vítima da doença já sem vida enrolada em panos, sobre uma maca.

A rede de atendimento está esgotada. Números atualizados pelo governo do Distrito Federal mostram que, na tarde de segunda-feira, 22, havia 411 pacientes que aguardam uma vaga de UTI para tratamento contra o coronavírus. A rede de 432 leitos de atendimento intensivo de hospitais privados está quase toda tomada, com apenas cinco vagas disponíveis. A pressão recai sobre os 409 leitos de covid-19 da rede pública.

A  respeito dos corpos dispostos no corredor e no chão nos hospitais públicos, a Secretaria de Saúde do DF, sobre o caso ocorrido em Ceilândia, afirmou que o corpo ficou no corredor porque “houve, sim, um atraso no procedimento em função do volume corporal e a indisponibilidade, naquele momento, de invólucro compatível com as dimensões do corpo”. Segundo a Secretaria de Saúde, o corpo foi transferido para a área de anatomia, “até a remoção pela funerária em uma urna compatível com o volume corporal”.

A respeito do corpo colocado no chão no Hospital Regional do Guará, a direção do hospital informou que os corpos que aparecem na imagem não estariam no chão, mas sim “sobre um tablado de madeira enquanto aguardavam transição para o serviço funerário”. “São casos isolados e precisam ser vistos dessa forma para que não sejam divulgadas informações equivocadas para a população do DF”, declarou a Secretaria de Saúde.

Na sexta, o governador do DF, Ibaneis Rocha, prorrogou por uma semana as medidas de restrição de funcionamento de atividades não essenciais na capital federal. As medidas que tiveram início no dia 28 de fevereiro tinham validade até esta segunda-feira. Agora, segundo o governador, serão estendidas até o dia 29 de março. O governo do DF, ao lado do Rio Grande do Sul e Bahia, teve a sua decisão questionada diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra aquilo que ele definiu como “estado de sítio” determinado pelas unidades da federação.

Bolsonaro sabota auxiliares que tentam costurar pacto contra a covid-19

Enquanto auxiliares do Palácio do Planalto se articulam para demonstrar alguma união com outros poderes e governadores no combate à pandemia de covid-19, o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) joga contra a sua equipe. Assessores da presidência, da Casa Civil e da secretaria do Governo trabalham para seguir as linhas traçadas por um pacto nacional que vem sendo pleiteado pelos Estados e o Congresso. Mas, o presidente reitera em suas ações que não tem a menor intenção de mudar sua estratégia. Em duas aparições públicas, na sua live de quinta, e numa conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na sexta-feira, o mandatário voltou a criticar governadores que impõem medidas de restrição de circulação, reforçou que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para impedir esses decretos e citou que, em algum momento, o Governo Federal tenha de tomar uma “medida dura”, por causa da pandemia. Foi uma repetição do discurso que vem adotando há um ano.Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília.© Eraldo Peres (AP) Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

A diferença é que agora o Brasil registra quase 300.000 óbitos em decorrência do coronavírus e encontra dificuldades em adquirir vacinas, já que ignorou as ofertas de preferência de compras apresentadas no ano passado, e está prestes a ficar sem remédios básicos para UTIs em 18 Estados. Os ataques ocorrem nas vésperas de promover uma reunião ampla, em que o objetivo era mostrar alguma coesão. Ela está prevista para o próximo dia 24 e espera contar com a participação dos presidentes da Câmara, do Senado, do STF, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas da União e uma comitiva de governadores que ainda não foi definida.

No Supremo, a ação apresentada pelo presidente tem sido vista como uma espécie de armadilha para reforçar o seu discurso, sem fundamento na realidade, de que o Judiciário não o deixa agir. Ele não espera uma vitória na Ação Direta de Inconstitucionalidade, e pretende usar uma possível derrota como plataforma política-eleitoral, na qual se eximiria de culpa no colapso da saúde e também pelas consequências do isolamento social. No ano passado, quando os ministros do STF decidiram que haveria uma responsabilidade compartilhada na gestão da crise, o presidente propagou entre os seus apoiadores a falsa informação de que ele foi impedido a agir por ordem dos magistrados.

Uma outra leitura política pode ser feita sobre o autor da ação. Geralmente, documentos que são enviados pela Presidência da República são assinados pela Advocacia Geral da União. Não foi o que ocorreu no caso. A petição inicial é firmada apenas pelo presidente Bolsonaro, e não por José Levi Mello do Amaral. No documento, o mandatário pede que os decretos emitidos pelos governos do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Distrito Federal sejam suspensos. Também solicita “se estabeleça que, mesmo em casos de necessidade sanitária comprovada, medidas de fechamento de serviços não essenciais exigem respaldo legal e devem preservar o mínimo de autonomia econômica das pessoas, possibilitando a subsistência pessoal e familiar”. Na prática, quer proibir o lockdown.

A ação do presidente vai na contramão do que a maioria da população deseja. Pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, mostrou que 71% dos brasileiros apoiam a restrição do comércio e serviços como medida de controle da pandemia. Também segue em sentido oposto aos países que tem apresentado melhores resultados no combate à doença, como o Reino Unido.

Os nove governadores da região Nordeste assinaram uma nota que disseram estar surpresos com a ação do presidente. A chamaram de inusitada e o convidaram a participar de uma união de esforços no combate à pandemia. “Fizemos a proposta de um Pacto Nacional pela Vida e pela Saúde e continuamos aguardando a resposta do presidente da República”, diz o documento assinado pelos chefes dos Executivos estaduais nordestinos.

Sem vácuo na política

Os movimentos descoordenados de Bolsonaro tiveram três reações no cenário político. O primeiro foi que, no Senado, tem crescido um movimento para que seja instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19. Já há as assinaturas necessárias para tanto, mas o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), prefere postergar qualquer decisão. A abertura da comissão depende de seu aval.

O segundo movimento foi feito pelo próprio Pacheco. Nesta sexta-feira, ele enviou um ofício à a vice-presidenta dos Estados Unidos, Kamala Harris, pedindo que ela intermedeie a venda de vacinas excedentes em seu país para o Brasil. Harris acumula nos EUA o papel de presidente do Senado. Há ao menos 30 milhões de doses excedentes em território americano, produzidas pela AstraZeneca, que ainda dependem de autorização das agências sanitárias locais para serem usadas lá. A expectativa é que essas vacinas não sejam usadas tão cedo por lá. Enquanto que no Brasil, elas já têm autorização para o uso.

“O Governo não é só Executivo. O Governo é Executivo, é Legislativo e Judiciário. E a questão principal neste momento é unir forças em favor do povo brasileiro. E convém fazer mais do que tem sido feito”, disse a senadora Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado que intercedeu no tema. O Senado se viu compelido a agir não só pela inépcia de Bolsonaro, mas também porque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não tem cargo algum, tem tentado usar de sua influência política para obter mais vacinas ao país.

O terceiro movimento no xadrez político partiu de um subprocurador da República junto ao TCU (Tribunal de Contas da União). Lucas Furtado pediu a esse tribunal que afaste o presidente Bolsonaro das funções administrativas e hierárquicas sobre os ministérios da Saúde, Economia e Casa Civil e repasse as suas atribuições ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Em seu pedido, o procurador argumentou que haverá prejuízo aos cofres públicos se não houver atendimento à população durante a pandemia e se queixa das disputas político-ideológicas.

“Não se discute que toda estrutura federal de atendimento à saúde, com recursos financeiros, patrimoniais e humanos, terá representado inquestionável prejuízo ao erário se não cumprirem sua função de atender à população no momento de maior e mais flagrante necessidade. É inaceitável que toda essa estrutura se mantenha, em razão de disputas e caprichos políticos, inerte diante do padecimento da população em consequência de fatores previsíveis e evitáveis”, diz trecho do documento.

O subprocurador ainda justificou que seu pedido está embasado na lei orgânica do TCU, que prevê o afastamento temporário do responsável caso haja indícios suficientes de que, “prosseguindo no exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos danos ao Erário ou inviabilizar o seu ressarcimento”. Na prática, a tendência é que esse pedido não tenha sucesso. O afastamento de um presidente ocorre por meio de um processo de impeachment tocado no Congresso Nacional ou quando há a cassação da chapa por meio de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral. O vácuo de liderança no Palácio do Planalto e os sinais trocados emitidos pelo presidente tem resultado até em ações esdrúxulas de outros atores.

Fonte: Bolsonaro sabota auxiliares que tentam costurar pacto contra a covid-19 (msn.com)

Sexo entre mulheres: a legitimação do prazer lésbico

O prazer vem da exploração do corpo feminino, e o pênis – muitas vezes até os objetos fálicos – é totalmente dispensável.

A cena é clássica nos filmes pornôs: duas mulheres juntas, se beijando, olhando pra câmera e não uma para outra, até que um homem decide participar do sexo e elas passam a satisfazê-lo. Assim, geração após geração, é vendida a ideia do sexo entre mulheres: uma preliminar, diversão entre amiguinhas, um sexo incompleto e que deixa qualquer homem hétero enlouquecido com a ideia de ficar com duas mulheres.

Ideias como essas vêm sendo cada vez mais combatidas pelos profissionais que que trabalham com sexualidade e pelas mulheres lésbicas e bissexuais no intuito de legitimar as relações sexuais entre mulheres como elas realmente são: um ato de cumplicidade, amor e/ou apenas tesão entre duas mulheres, em que um pênis e um homem são dispensáveis visando o prazer dessas pessoas e não de terceiros.

Dessa forma, é muito importante dar visibilidade ao tema e tentar ressignificar alguns pensamentos sobre a sexualidade dessas mulheres.

O primeiro conceito a ser entendido é: não falta um pênis! Mulheres que se relacionam com mulheres querem exatamente isso: uma mulher. O prazer vem da exploração do corpo feminino, e o pênis (muitas vezes até os objetos fálicos) é totalmente dispensável.

Poucos estudos científicos avaliam exatamente o prazer sexual das lésbicas, mas os poucos existentes demonstraram uma taxa de satisfação sexual três vezes maior que na população heterossexual em vários parâmetros analisados. Mas por que isso acontece?

Todas as mulheres, desde a primeira infância, são pouco ensinadas sobre sexo e sua genitália, local que não deve ser tocado, exposto, nomeado e deve-se ter vergonha. Associado a isso, a falta de educação sexual masculina é ainda maior. Há mais incentivo ao sexo e supervalorização da genitália, porém, nenhuma orientação sobre o corpo feminino e sobre a resposta sexual da mulher.

Mulheres heterossexuais entrevistadas em inventários de pesquisa relatam falta de orgasmo nas relações em até 40% dos casos e quando se fala em falta de desejo sexual essa taxa pode ser ainda maior. Queixas sexuais são muito frequentes no dia a dia de um consultório ginecológico entre as mulheres heterossexuais, sendo a falta de conhecimento do parceiro sobre o seu corpo (prática de sexo oral, exploração digital da vagina, ato sexual focado apenas da penetração que por vezes chega a ser dolorosa etc) uma reclamação constante.

Entre as lésbicas, as queixas sexuais são menos frequentes. Se há dor na penetração, ela é evitada sem grandes prejuízos. É raro ter falta de orgasmo devido ao bom conhecimento das parceiras sobre seus corpos e principalmente pelo sexo não tão genitalizado.

Há maior liberdade de diálogo sobre o relacionamento e sobre as práticas sexuais na maioria dos casos. Mas e o desejo? Por muitos anos ouviu-se falar no termo “lesbian bed death”, que caracterizaria a falta de sexo num relacionamento duradouro entre mulheres, porém, hoje entende-se que a diminuição do desejo sexual ao longo das relações faz parte da resposta sexual feminina.

Mulheres hétero também perdem o desejo espontâneo a longo prazo, mas existe uma maior cobrança do parceiro pelo sexo, o desejo reprodutivo, os conceitos machistas de “fazer por obrigação do casamento” ou pelo medo de perder o parceiro caso não tenha relações frequentes. Todas as mulheres necessitam de vários fatores para despertar e manter o desejo sexual que vão além do desejo puramente físico. Cumplicidade, respeito, segurança, admiração são exemplos desses fatores.

Em 2001, a médica Rosemary Basson desenvolveu o modelo mais aceito atualmente sobre a resposta sexual feminina e seus estudos mostraram que essa reposta é cíclica: desejo gera prazer, que gera orgasmo, que pode gerar orgasmo novamente, que pode gerar nova lubrificação e todo esse processo é mantido pelo bom entrosamento do casal e sua relação com a sociedade.

A resposta sexual masculina (já estudada desde a década de 50 pelo casal Master e Jonhson e posteriormente por Helen Kaplan) é diferente: linear, onde temos excitação, ereção, prazer, ejaculação e resolução. Essas diferenças nas respostas sexuais podem gerar inadequações entre casais heterossexuais, o que é minimizado no sexo entre mulheres por todos os fatores já expostos.

Mas então a vida sexual das lésbicas é um “mar de rosas”? Longe disso. Elas também apresentam queixas sexuais e inadequações. Algumas sentem total aversão à penetração, o que pode gerar insatisfação na parceira; outras têm mais repressões sexuais. Conflitos do dia a dia causam um impacto maior na relação, além de fatores que numa relação entre mulheres são duplicados: TPM, cólicas, período menstrual, menopausa, gestação. Definições de papéis dentro do relacionamento podem também gerar conflitos sexuais: diferenças de salário, idade, grau de autoaceitação e aceitação dentro da família e da sociedade. Relações abusivas podem também estar presentes (lembremos que a masculinidade tóxica atinge a todos na sociedade e não apenas o sexo masculino).

É muito importante falar sobre o sexo entre mulheres não só do ponto de vista da saúde, cuidados e outros fatores, mas pela ótica do prazer. O prazer da mulher lésbica é muito pouco reconhecido na sociedade atual, e isso dá margem a comentários preconceituosos, investidas masculinas e desrespeito. Não é infrequente ouvir um homem pedindo a duas namoradas: beija pra eu ver, deixa eu participar. Ele pediria isso a mulher com um homem do lado? Provavelmente não. O sexo lésbico existe, por amor ou por tesão e ele pertence apenas àquele casal, não está à disposição do fetiche masculino, não é “menos sexo”, na grande maioria das vezes não é só uma fase ou uma experimentação.

Karina Cidrim

Médica ginecologista e obstetra pelo IMIP/PE com especialização em sexologia pela Santa Casa de São Paulo e climatério pela Unifesp. Atua como médica assistente do ambulatório de climatério e sexualidade do Hospital da mulher. Idealizadora do Instagram @saudesexual.

Copiado de : Sexo entre mulheres: a legitimação do prazer lésbico – CartaCapital

Aos 55 anos de idade, morre Irmão Lázaro, vítima da Covid-19; veja os famosos que nos deixaram em decorrência da doença em 2021

Irmão Lázaro

Morreu no dia 19 de março, aos 55 anos de idade, o artista conhecido como Irmão Lázaro. Lázaro atuava como cantor gospel, foi eleito vereador de Salvador, na Bahia, em 2020, e também fez passagem pelo famoso grupo baiano Olodum nos anos 90. Segundo informações do perfil oficial de Lázaro no Instagram, a causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória decorrente do novo corona vírus. O vereador estava internado na UTI de um hospital particular desde 25 de fevereiro, após ter sido diagnosticado com a doença no dia 15 do mesmo mês. Nas redes sociais, Marta Silva, filha do músico, lamentou a morte do pai: Hoje a pessoa mais importante da minha vida se foi, o homem que eu mais amei e continuarei amando o resto da vida! O cara mais honesto e bondoso que já conheci, que me ensinou a amar a Deus acima de todas as coisas e que me amou como ninguém nunca amou! O meu maior alívio é saber que ele está ao lado de Deus e que o céu está em festa nesse momento. Ele foi o meu maior exemplo de fé, meu melhor amigo, meu pastor, meu confidente, meu cantor favorito, ELE ERA MEU TUDO e agora meu tudo se foi! PAI, fica juntinho de Deus aí que já já estaremos juntos, eu te amo mais do posso expressar e imaginar! 

Amapá tem mais de 19 mil casos confirmados de coronavírus

Matemática do covid

O Governo do Amapá atualiza nesta quinta-feira,18, o boletim informativo sobre a situação do novo coronavírus no estado. Agora, são 19.387 casos confirmados e 10.740 em análise laboratorial. Os testes também descartaram 14.708 casos suspeitos.

O boletim de agora traz 769 novos casos confirmados, sendo 149 em Macapá, 168 em Santana, 42 em Laranjal do Jari, 20 em Mazagão, 47 em Oiapoque, 61 em Pedra Branca, 76 em Porto Grande, 8 em Serra do Navio. 52 em Vitória do Jari, 29 em Tartarugalzinho, 15 em Amapá, 13 em Ferreira Gomes, 38 em Cutias e 51 em Calçoene.

A atualização inclui também 4 novos óbitos ocorridos em Macapá, no período de 13 a 21 de maio. Todos estavam sob investigação.

Os óbitos são de duas mulheres de 43 e 69 anos, ambas sem comorbidades declaradas e falecidas no Centro Covid 2. Também faleceram dois homens, ambos sem comorbidades declaradas. Um deles, de 58 anos, no Centro Covid 2; o outro, de 72 anos, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Álvaro Corrêa.

Assim, o Amapá chega a 342 mortes em 15 municípios. (Macapá 208 / Santana 45 / Laranjal do Jari 38/ Mazagão 6/ Oiapoque 8/ Pedra Branca do Amapari 5/ Porto Grande 5/ Serra do Navio 4/ Vitória do Jari 10/ Tartarugalzinho 1/ Amapá 4/ Ferreira Gomes 2/ Cutias do Araguari 2 / Calçoene 2/ Pracuúba 2).

Entre os recuperados, estão 8.766 pessoas. (Macapá 4.072 / Santana 537/ Laranjal do Jari 1.561 / Mazagão 158/ Oiapoque 637/ Pedra Branca 664/ Porto Grande 107/ Serra do Navio 284/ Vitória do Jari 123/ Itaubal 55/ Tartarugalzinho 196/ Amapá 83/ Ferreira Gomes 123/ Cutias do Araguari 68/ Calçoene 90/ Pracuúba 8).

Dos 19.387 casos confirmados:

  • Macapá: 8.111
  • Santana: 2.448
  • Laranjal do Jari: 2.402
  • Mazagão: 619
  • Oiapoque: 1.164
  • Pedra Branca: 1.669
  • Porto Grande: 472
  • Serra do Navio: 351
  • Vitória do Jari: 608
  • Itaubal: 156
  • Tartarugalzinho: 243
  • Amapá: 206
  • Ferreira Gomes: 204
  • Cutias do Araguari: 314
  • Calçoene: 330
  • Pracuúba: 90.

Já em relação aos casos suspeitos, os municípios declaram 16.005, sendo:

  • Macapá: 8.455
  • Santana: 2.478
  • Laranjal do Jari: 2.001
  • Mazagão: 430
  • Oiapoque: 316
  • Pedra Branca do Amapari: 10
  • Porto Grande: 320
  • Serra do Navio: 60
  • Vitória do Jari: 681
  • Itaubal: 15
  • Tartarugalzinho: 403
  • Amapá: 95
  • Ferreira Gomes: 67
  • Cutias do Araguari: 515
  • Calçoene: 40
  • Pracuúba: 119

O número de pessoas com Covid-19 em isolamento hospitalar nas redes pública e privada é de 256 pacientes, sendo 150 casos confirmados e 106 suspeitos.

Entre os casos confirmados, 127 estão no sistema público (47 em leito de UTI /80 em leito clínico) e 23 estão na rede particular (17 em leito de UTI /3 em leito clínico).

Já entre os casos suspeitos, 32 estão no sistema público (1 em leito de UTI /31 em leito clínico), e 74 estão na rede particular (13 em leito de UTI /61 em leito clínico).

Em isolamento familiar: 10.129

Todos estes dados são do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL/AP) e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que auxiliam o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COESP) – dispositivo criado pelo Governo do Amapá para gerenciar a crise de COVID-19 no estado.

Profissionais do Hospital de Santana passam por testagem do Covid-19

O Governo do Estado do Amapá realizou na manhã desta terça-feira (02), mais uma ação de testagem rápida para covid-19 em profissionais de saúde, desta vez, no Hospital Estadual de Santana. Foram feitos 237 testes. 
A ação faz parte das medidas do Estado de atenção aos profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19. Trata-se de uma trabalho contínuo. 
Dos 237 testes:
• 161 – testaram não reagente.  • 56 igG – fase que não apresenta risco de transmissão e já se encontra recuperado.  • 12 igM e igG – estágio inicial de recuperação.  • 8 igM – quando o paciente está na fase aguda. 
O farmacêutico da SVS, Giovani Mariano, avalia a ação de maneira positiva. 
“Tivemos um alto índice de pessoas com igG, que são os infectados que já criaram anticorpos contra o vírus. Isso é uma boa notícia, porque além do sistema imunológico deles combater o vírus, não apresentam mais sintomas, não transmitem mais, o que significa que podem voltar para ajudar os colegas de trabalho no combate ao coronavírus”, disse Giovani.