AP prorroga medidas restritivas e estende funcionamento de supermercados; veja horários

Definido pelo governo como ‘lockdown’, decreto é válido por mais 4 dias. Supermercados poderão funcionar das 7h às 20h até sábado (10) e até as 13h no domingo (11).

O governo do Amapá prorrogou por mais 4 dias, com validade até domingo (11), as medidas mais restritivas de circulação de pessoas e abertura do comércio. O decreto busca a redução de casos, internações e mortes pela Covid-19. O executivo informou que irá se pronunciar na manhã de quinta-feira (8) sobre os motivos que levaram à manutenção dos termos.

Foram mantidos o toque de recolher a partir de 20h, a proibição da venda de bebida alcoólica, o rodízio de veículos em Macapá e limitação no horário de funcionamento de atividades econômicas e sociais.

Nos outros dias de vigência do decreto: quinta-feira (8), sexta-feira (9) e sábado (10) está permitida a abertura de diversas atividades, separadas pelas modalidades: presencial, delivery, drive-thru e agendamento.

Durante os três dias, o horário de funcionamento de supermercados e mini-boxes e mercantis foi estendido para as 20h, antes era até as 18h.

O decreto do governo estadual pré-define horários para funcionamento dos locais. Confira os principais:

  • supermercados e atacarejos: 7h às 20h (presencial)
  • mini-boxes e mercantis: 10h às 20h (presencial)
  • feiras livres e fechadas, peixarias, açougues: 7h às 13h
  • oficinas mecânicas: 13h às 19h
  • ambulantes e camelôs: 9h às 15h
  • funerárias, hotéis, motéis, chaveiros, borracharias: 24 horas por dia

Entre os estabelecimentos com atendimento presencial estão: supermercados, atacarejos, ambulantes, panificadoras, mini-boxes, feiras fechadas e livres, oficinas mecânicas, batedeiras de açaí e postos de combustível. Restaurantes, lanchonetes e similares seguem apenas na modalidade delivery.

No domingo (11), poderão abrir somente atividades essenciais (hospitais, clínicas, hotéis, transporte coletivo e de passageiro, entre outras) e os seguintes estabelecimentos comerciais:

  • farmácias e postos de combustível (24 horas)
  • supermercados, atacarejos, minibox, mercantil e assemelhados (7h às 13h)
  • ambulantes e camelô com lugar fixo (9h às 15h)
  • batedeiras de açaí (8h às 14h)
  • padarias e panificadoras (7h às 11h e das 15h às 19h)
  • revendas de água e gás; somente delivery (8h às 20h)
  • docerias, lanchonetes, restaurantes, pizzarias, churrascarias e similares; somente delivery (8h às 1h)
Academia em Macapá — Foto: Rafaela Bittencourt/Rede Amazônica

Academia em Macapá — Foto: Rafaela Bittencourt/Rede Amazônicahttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Macapá manteve a abertura de academias de musculação, crossfit, dança e pilates. Com isso, esses locais podem funcionar em Macapá de 6h às 20h na quinta-feira (8), sexta-feira (9) e sábado (10), com 25% da capacidade e horário limitado para permanência de clientes.

Para igrejas e templos religiosos é liberado o funcionamento apenas de quinta (8) à domingo (11), de 6h às 20h, com limite de 50% da ocupação e no máximo 50 frequentadores.

Proibição total

Não podem funcionar:

  • museus, parques e bibliotecas;
  • shopping center e galeria comercial;
  • lojas de conveniência;
  • serviços de transporte hidroviário interestadual de passageiros (só é permitido o transporte de cargas);
  • bares, boates e casas de shows;
  • cinemas;
  • clubes de lazer e balneários;
  • eventos esportivos e atividades esportivas coletivas, como escolas de natação e futlama, e também estabelecimentos voltados para esportes de contato;
  • agrupamentos de pessoas, veículos, festas e passeios em locais públicos e privados (em embarcações, ônibus, sítios/terrenos e similares, salões de festas e quaisquer outras áreas de convivência de uso comum em condomínios, associações e congêneres).

As aulas na rede de ensino pública e privada seguem suspensas. Sobre os serviços públicos, o Estado decretou regime de teletrabalho a todos os funcionários do Executivo. A exceção são órgãos da saúde, segurança e que atuem na linha de frente do combate contra a Covid-19.

Covid-19: Amapá registra mais 7 mortes e 280 casos; são 1.318 óbitos e 98.324 infectados

Boletim desta sexta-feira (2) indicou que são 308 pacientes internados pela doença, sendo 145 em UTI e 163 em leito clínico.

Mortes

Os óbitos informados no boletim do governo estadual de hoje ocorreram em dois municípios. Eles ocorreram entre 10 de maio de 2020 e quinta-feira (1º). Veja os detalhes:

  • SANTANA: mulher de 46 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 10 de maio de 2020;
  • MACAPÁ: homem de 74 anos, com diabete mellitus e obesidade, falecido em 1º de agosto de 2020;
  • SANTANA: homem de 81 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 18 de março;
  • MACAPÁ: mulher de 56 anos, sem comorbidades declaradas, falecida em 26 de março;
  • MACAPÁ: homem de 69 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 31 de março;
  • MACAPÁ: homem de 66 anos, sem comorbidades declaradas, falecido em 1º de abril;
  • MACAPÁ: mulher de 46 anos, com obesidade, falecida em 1º de abril;

Em relação ao total de óbitos, a maior parte está concentrada em Macapá, com 982 registros, seguida por Santana (115), Laranjal do Jari (80) e Oiapoque (32).

Brasília/DF tem corpos armazenados no chão de hospitais.

A rede de atendimento da capital federal está esgotada

Com o sistema de saúde em situação de calamidade pública no Distrito Federal, corpos de vítimas de covid-19 tem ficado à espera de deslocamento em corredores de hospitais e até dispostos no chão. Imagens gravadas por servidores de unidades localizadas no Guará e em Ceilândia, regiões do entorno de Brasília, mostram um corpo ensacado no piso. Em outra situação, há uma vítima da doença já sem vida enrolada em panos, sobre uma maca.

A rede de atendimento está esgotada. Números atualizados pelo governo do Distrito Federal mostram que, na tarde de segunda-feira, 22, havia 411 pacientes que aguardam uma vaga de UTI para tratamento contra o coronavírus. A rede de 432 leitos de atendimento intensivo de hospitais privados está quase toda tomada, com apenas cinco vagas disponíveis. A pressão recai sobre os 409 leitos de covid-19 da rede pública.

A  respeito dos corpos dispostos no corredor e no chão nos hospitais públicos, a Secretaria de Saúde do DF, sobre o caso ocorrido em Ceilândia, afirmou que o corpo ficou no corredor porque “houve, sim, um atraso no procedimento em função do volume corporal e a indisponibilidade, naquele momento, de invólucro compatível com as dimensões do corpo”. Segundo a Secretaria de Saúde, o corpo foi transferido para a área de anatomia, “até a remoção pela funerária em uma urna compatível com o volume corporal”.

A respeito do corpo colocado no chão no Hospital Regional do Guará, a direção do hospital informou que os corpos que aparecem na imagem não estariam no chão, mas sim “sobre um tablado de madeira enquanto aguardavam transição para o serviço funerário”. “São casos isolados e precisam ser vistos dessa forma para que não sejam divulgadas informações equivocadas para a população do DF”, declarou a Secretaria de Saúde.

Na sexta, o governador do DF, Ibaneis Rocha, prorrogou por uma semana as medidas de restrição de funcionamento de atividades não essenciais na capital federal. As medidas que tiveram início no dia 28 de fevereiro tinham validade até esta segunda-feira. Agora, segundo o governador, serão estendidas até o dia 29 de março. O governo do DF, ao lado do Rio Grande do Sul e Bahia, teve a sua decisão questionada diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra aquilo que ele definiu como “estado de sítio” determinado pelas unidades da federação.

Bolsonaro sabota auxiliares que tentam costurar pacto contra a covid-19

Enquanto auxiliares do Palácio do Planalto se articulam para demonstrar alguma união com outros poderes e governadores no combate à pandemia de covid-19, o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) joga contra a sua equipe. Assessores da presidência, da Casa Civil e da secretaria do Governo trabalham para seguir as linhas traçadas por um pacto nacional que vem sendo pleiteado pelos Estados e o Congresso. Mas, o presidente reitera em suas ações que não tem a menor intenção de mudar sua estratégia. Em duas aparições públicas, na sua live de quinta, e numa conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na sexta-feira, o mandatário voltou a criticar governadores que impõem medidas de restrição de circulação, reforçou que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para impedir esses decretos e citou que, em algum momento, o Governo Federal tenha de tomar uma “medida dura”, por causa da pandemia. Foi uma repetição do discurso que vem adotando há um ano.Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília.© Eraldo Peres (AP) Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

A diferença é que agora o Brasil registra quase 300.000 óbitos em decorrência do coronavírus e encontra dificuldades em adquirir vacinas, já que ignorou as ofertas de preferência de compras apresentadas no ano passado, e está prestes a ficar sem remédios básicos para UTIs em 18 Estados. Os ataques ocorrem nas vésperas de promover uma reunião ampla, em que o objetivo era mostrar alguma coesão. Ela está prevista para o próximo dia 24 e espera contar com a participação dos presidentes da Câmara, do Senado, do STF, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas da União e uma comitiva de governadores que ainda não foi definida.

No Supremo, a ação apresentada pelo presidente tem sido vista como uma espécie de armadilha para reforçar o seu discurso, sem fundamento na realidade, de que o Judiciário não o deixa agir. Ele não espera uma vitória na Ação Direta de Inconstitucionalidade, e pretende usar uma possível derrota como plataforma política-eleitoral, na qual se eximiria de culpa no colapso da saúde e também pelas consequências do isolamento social. No ano passado, quando os ministros do STF decidiram que haveria uma responsabilidade compartilhada na gestão da crise, o presidente propagou entre os seus apoiadores a falsa informação de que ele foi impedido a agir por ordem dos magistrados.

Uma outra leitura política pode ser feita sobre o autor da ação. Geralmente, documentos que são enviados pela Presidência da República são assinados pela Advocacia Geral da União. Não foi o que ocorreu no caso. A petição inicial é firmada apenas pelo presidente Bolsonaro, e não por José Levi Mello do Amaral. No documento, o mandatário pede que os decretos emitidos pelos governos do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Distrito Federal sejam suspensos. Também solicita “se estabeleça que, mesmo em casos de necessidade sanitária comprovada, medidas de fechamento de serviços não essenciais exigem respaldo legal e devem preservar o mínimo de autonomia econômica das pessoas, possibilitando a subsistência pessoal e familiar”. Na prática, quer proibir o lockdown.

A ação do presidente vai na contramão do que a maioria da população deseja. Pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, mostrou que 71% dos brasileiros apoiam a restrição do comércio e serviços como medida de controle da pandemia. Também segue em sentido oposto aos países que tem apresentado melhores resultados no combate à doença, como o Reino Unido.

Os nove governadores da região Nordeste assinaram uma nota que disseram estar surpresos com a ação do presidente. A chamaram de inusitada e o convidaram a participar de uma união de esforços no combate à pandemia. “Fizemos a proposta de um Pacto Nacional pela Vida e pela Saúde e continuamos aguardando a resposta do presidente da República”, diz o documento assinado pelos chefes dos Executivos estaduais nordestinos.

Sem vácuo na política

Os movimentos descoordenados de Bolsonaro tiveram três reações no cenário político. O primeiro foi que, no Senado, tem crescido um movimento para que seja instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19. Já há as assinaturas necessárias para tanto, mas o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), prefere postergar qualquer decisão. A abertura da comissão depende de seu aval.

O segundo movimento foi feito pelo próprio Pacheco. Nesta sexta-feira, ele enviou um ofício à a vice-presidenta dos Estados Unidos, Kamala Harris, pedindo que ela intermedeie a venda de vacinas excedentes em seu país para o Brasil. Harris acumula nos EUA o papel de presidente do Senado. Há ao menos 30 milhões de doses excedentes em território americano, produzidas pela AstraZeneca, que ainda dependem de autorização das agências sanitárias locais para serem usadas lá. A expectativa é que essas vacinas não sejam usadas tão cedo por lá. Enquanto que no Brasil, elas já têm autorização para o uso.

“O Governo não é só Executivo. O Governo é Executivo, é Legislativo e Judiciário. E a questão principal neste momento é unir forças em favor do povo brasileiro. E convém fazer mais do que tem sido feito”, disse a senadora Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado que intercedeu no tema. O Senado se viu compelido a agir não só pela inépcia de Bolsonaro, mas também porque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não tem cargo algum, tem tentado usar de sua influência política para obter mais vacinas ao país.

O terceiro movimento no xadrez político partiu de um subprocurador da República junto ao TCU (Tribunal de Contas da União). Lucas Furtado pediu a esse tribunal que afaste o presidente Bolsonaro das funções administrativas e hierárquicas sobre os ministérios da Saúde, Economia e Casa Civil e repasse as suas atribuições ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Em seu pedido, o procurador argumentou que haverá prejuízo aos cofres públicos se não houver atendimento à população durante a pandemia e se queixa das disputas político-ideológicas.

“Não se discute que toda estrutura federal de atendimento à saúde, com recursos financeiros, patrimoniais e humanos, terá representado inquestionável prejuízo ao erário se não cumprirem sua função de atender à população no momento de maior e mais flagrante necessidade. É inaceitável que toda essa estrutura se mantenha, em razão de disputas e caprichos políticos, inerte diante do padecimento da população em consequência de fatores previsíveis e evitáveis”, diz trecho do documento.

O subprocurador ainda justificou que seu pedido está embasado na lei orgânica do TCU, que prevê o afastamento temporário do responsável caso haja indícios suficientes de que, “prosseguindo no exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos danos ao Erário ou inviabilizar o seu ressarcimento”. Na prática, a tendência é que esse pedido não tenha sucesso. O afastamento de um presidente ocorre por meio de um processo de impeachment tocado no Congresso Nacional ou quando há a cassação da chapa por meio de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral. O vácuo de liderança no Palácio do Planalto e os sinais trocados emitidos pelo presidente tem resultado até em ações esdrúxulas de outros atores.

Fonte: Bolsonaro sabota auxiliares que tentam costurar pacto contra a covid-19 (msn.com)

Centro Covid-19 em Santana também atende população de outros municípios

Santana é o segundo município mais afetado pelo novo coronavírus, com registro de 461 casos confirmados e 13 óbitos até esta quarta-feira (13).

Railana Pantoja
Da Redação

Segundo município mais afetado pelo novo coronavírus no Amapá, Santana passa a ter um Centro de Atenção à Covid-19. Até esta quarta-feira (13), de acordo com o boletim estadual, Santana registrava 461 casos confirmados e 13 óbitos.

De acordo com o médico André Franco Ribeiro, diretor da Unidade, nesta quinta-feira (14) quatro pacientes estão internados na UTI e outros oito estão na enfermaria sendo tratados. Além de atender a população santanense, em caso de necessidade o Centro atenderá pacientes de outros municípios.

“Estaremos recebendo agora, por volta de 12h, um paciente de Laranjal do Jari, vem pela UTI aérea, e ele vai ser encaminhado para fazer ventilação mecânica. Desses pacientes que temos internados, dois apenas são originados em Santana, os outros são todos de Macapá”, disse.

O gestor garante que o Centro tem boa estrutura equipada. “As seis unidades de UTI têm monitores, quatro bombas de infusão cada leito e um ventilador de última geração e alta tecnologia. O governo está implantando mais 20 leitos nessa unidade e a gente acredita que em uma semana possa estar funcionando para atender os pacientes. Mas, mesmo assim, se a gente for ver as estatísticas, isso ainda pode ser uma quantidade pequena”, pontua.

Por enquanto, um médico, um enfermeiro, três técnicos de enfermagem, uma nutricionista, um fisioterapeuta, um assistente social e uma farmacêutica fazem o atendimento no Centro.

Gestão

A gestão do Centro Covid-19 em Santana é feita pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), uma organização social de saúde que também é responsável pela UPA Zona Sul, em Macapá. A equipe técnica veio de Goiânia (GO) para atuar no Amapá.

“São pessoas que trabalham há muito tempo com essa área de urgência e emergência. Ontem (13) chegaram 3 médicos que vieram fazer curso de formação, é um protocolo que o IBGH tem. Todos os integrantes, desde o pessoal da faxina até os médicos, têm que ser capacitados para cuidar de um paciente com doença altamente transmissível. Se a gente não tiver cuidado com a equipe de trabalho vamos perder esses profissionais também ao longo do tempo, eles vão adquirir a doença, serão afastados, e a gente vai ficando sem mão de obra”, finalizou o diretor.

Fonte: https://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/cidades/centro-covid-19-em-santana-tambem-atende-populacao-de-outros-municipios/

Fascio, defende em redes sociais uma transparência mais democrática no dinheiro do Covid19.

Assim como o governo e a prefeitura divulgam todos os dias o boletim “Coronavírus” com o número de pessoas infectadas, mortas, curadas etc, vou sugerir que também divulguem simultaneamente e da mesma forma o valor dos Recursos Federais Recebidos (RFR) e como estão sendo usados.

QUEREMOS O “BOLETIM RFR” nas redes sociais, não somente no “Portal da Transparência”. Você também apoia essa sugestão? Então compartilhe! Juntos contra a corrupção.

Por – Mário Antonio Marques Fascio (Fascio)

Câmera se pronuncia sobre operação expurgo

Nota da câmara

Nota Pública da Câmara Municipal de Santana

A presidente da Câmara Municipal de Santana, no uso de suas atribuições legais, vem a público para manifestar o descontentamento de todos os cidadãos santanenses, por esta casa representados, quanto à Operação Expurgo, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira dia 11 de maio de 2020, que cumpriu mandado de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Saúde, na casa de servidores da Prefeitura Municipal de Santana e na casa de empresários, tendo como objetivo investigar irregularidades na contratação direta de serviços de limpeza, desinfecção e assepsia no combate à COVID 19, no município de Santana.

Ante o desconhecimento desta Casa Legislativa do conteúdo da denúncia que deu início ao inquérito da Polícia Federal, a Câmara Municipal de Santana vem a público informar que tomará todas as medidas legais cabíveis de sua responsabilidade, com o pedido de esclarecimentos junto à Prefeitura Municipal, bem como a convocação dos agentes públicos envolvidos para prestarem esclarecimentos no Plenário deste Poder Legislativo Municipal, já na próxima sessão.

Não podemos nesse momento ímpar deixar que nosso município seja desonrado de seus valores morais e materiais, resguardando sempre o devido processo legal, a fim de proteger nossos valores e nossas autoridades, pelo povo constituídas, sem, contudo, fazer juízo de valor ou prejulgamento dos fatos.

Santana, 11 de maio de 2020.

Helena Pereira de Lima
Presidente – CMS

Amapá amplia enfrentamento ao coronavírus com abertura do Centro Covid 3 em Santana

Governo abre em Santana centro para atendimento exclusivo a pacientes com complicações do novo coronavírus.

O Governo do Amapá inicia o atendimento no Centro Covid-19 de Santana, terceira unidade específica para pacientes de média e alta complexidade, infectados pelo novo coronavírus (Covid-19). Na manhã deste sábado, 9, o governador Waldez Góes esteve no local para acompanhar os preparativos para a abertura do espaço que atenderá a população santanense.

Serão encaminhados para o Centro pacientes que já passaram por triagens em Unidades Básicas de Saúde (UBS), atestaram positivo para Covid-19 e que, por estarem em estado grave, necessitem de atendimento e monitoramento contínuo.

Com o segundo maior número de casos de covid-19 do estado, o Centro Covid III terá, inicialmente, 22 leitos. Desses, seis são de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e 16 semi-clínicos. Com isso, o estado passa a ter 47 UTIs ativas. Nos próximos 15 dias, o espaço será ampliado com mais 14 vagas de tratamento intensivo e oito de enfermaria, totalizando 44 leitos em Santana.

“Esse espaço vai regular os pacientes que precisarem de atendimento em Santana e, também, se necessário atender pacientes de outros municípios acometidos pela covid-19. É uma retaguarda para o estado, mas precisamos redobrar os esforços para cumprimento do isolamento social para reduzir a crescente curva de contaminação”, afirmou o governador do Amapá, Waldez Góes.

O Centro será gerido pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), Organização Social (OS) de Goiás, com estrutura de medicação e profissionais para atuar imediatamente. A equipe é composta por 12 médicos plantonistas, entre clínicos e intensivistas, seis enfermeiros, 30 técnicos de enfermagem, dois fisioterapeutas, um psicólogo hospitalar, dois assistentes sociais e um farmacêutico.

Vamos colocar uma estrutura moderna e equipe especializada à disposição da população para socorrer os casos de maneira emergencial”, disse a superintendente do Instituto, Lázara Mundin.

Além da estrutura, o Governo do Amapá também equipou o espaço com leitos, desfibriladores ventiladores, bombas de infusão, monitores paramétricos – que avaliam em tempo real a condição dos sinais vitais do paciente -, carros de parada de emergência, entre outros. 

Centros Covid

Os Centros de Atendimento Covid-19 são unidades para atender especificamente pacientes já diagnosticados com a doença. Ao todo, são três unidades: uma no centro de Macapá, outra na Zona Norte de Macapá e uma em Santana.

Em laranjal do Jari, a unidade de pronto-atendimento foi equipada para atender pacientes com a mesma estrutura dos demais Centros.

Fonte: https://www.portal.ap.gov.br/noticia/0905/amapa-amplia-enfrentamento-ao-coronavirus-com-abertura-do-centro-covid-3-em-santana

A pedido do MP-AP, Justiça determina mais rigor na fiscalização para diminuir circulação de pessoas e conter avanço da Covid-19

Juíza Alaíde de Paula

Na Ação Civil Pública (ACP), o MP-AP aponta o risco iminente de colapso no sistema de saúde do Estado.

Em decisão proferida na noite desta sexta-feira (8), a juíza Alaíde de Paula, titular da 4a Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, acolhendo pedido de urgência do Ministério Público do Amapá (MP-AP), determinou aos governos estadual e municipal que intensifiquem a fiscalização e adotem as medidas necessárias ao cumprimento das regras de isolamento social. Na Ação Civil Pública (ACP), o MP-AP aponta o risco iminente de colapso no sistema de saúde do Estado.

Além de mais rigor na fiscalização das medidas de isolamento já decretadas pelo Governo do Estado do Amapá (GEA) e Prefeitura de Macapá (PMM), a Justiça determinou a restrição de circulação de veículos em Macapá, seja por meio de bloqueios de ruas e avenidas de maior fluxo ou mesmo pela determinação de rodízio de veículos, com fiscalização por radares eletrônicos e/ou por agentes de trânsito, além da aplicação de multa no caso de descumprimento.

Deve, ainda, o Poder Público regulamentar os decretos que tratam do distanciamento social, adotando as seguintes providências:

– Intensificar a fiscalização, por órgãos administrativos com poderes de polícia;

-Definir as espécies de infrações administrativas caracterizadas pelo descumprimento das medidas de isolamento social decretadas;

-Definir os tipos de sanções administrativas, civis e/ou penais passíveis de aplicação às pessoas físicas e jurídicas, em caso de descumprimento das medidas de isolamento social;

– Apontar as autoridades responsáveis pela aplicação das sanções administrativas;

– Lavrar Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), pela Polícia Militar do Estado do Amapá, com remessa ao Poder Judiciário, para evitar deslocamentos até as Delegacias de Polícia e consequentes aglomerações de pessoas.

Por outro lado, a Superintendência de Vigilância em Saúde precisa apresentar estudo técnico-científico, com análises sobre informações estratégicas em saúde, que tratem da eficácia da implantação da medida de restrição temporária e excepcional de locomoção intermunicipal, excetuado os casos de necessidade comprovada, devendo, caso o estudo aponte pela indicação dessa medida, apresentar a respectiva recomendação técnica.

Todas as medidas complementares devem ser amplamente divulgadas pelo Poder Público, em sites oficiais, redes sociais e veículos de comunicação de massa.

Fonte: https://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/cidades/a-pedido-do-mp-ap-justica-determina-mais-rigor-na-fiscalizacao-para-diminuir-circulacao-de-pessoas-e-conter-avanco-da-covid-19/

Falta de compromisso da população pode nos levar ao lockdown

Devido ao alto fluxo de veículos e ao índice baixo de cumprimento do isolamento social, com 60% da população circulando, a Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), em parceria com a Guarda Municipal e Polícia Militar, faz barreiras de combate à Covid-19 todos os dias na cidade. A finalidade é orientar os condutores sobre as medidas de segurança, o uso das máscaras e a importância do isolamento social.

Desde a última terça-feira, 5, iniciaram as barreiras, começando pela zona central, nas ruas Cândido Mendes, São José, Tiradentes e Padre Júlio. Na quinta-feira, 7, foram as áreas periféricas, começando pela zona norte. Nesta sexta-feira, 8, a fiscalização é reforçada com a operação “Força de Segurança”, com a participação da Polícia Civil, Ministério Público e Vigilância de Saúde.

Foram dispostas na cidade quatro barreiras, na rodovia JK, Duca Serra, Tancredo Neves e Km 9. Ao longo dos próximos dias irão realizar nas vias de mais fluxo de veículos e outras áreas de Macapá. Também está sendo feita a verificação de temperatura das pessoas que estão no veículo.

De acordo com o diretor de Trânsito da CTMac, Manoel Filho, o número de veículos que circula na capital está muito grande, mais de 60% da frota normal trafega, quando o estimado para essa pandemia seria de apenas 10%. “Observamos nesse trabalho que as pessoas não estão entendendo o que é isolamento, pois estão saindo de casa com toda a família. Abordamos veículos com 4 a 5 pessoas, sem necessidade de estarem fora de casa”, relata.

O ponto positivo observado pelos agentes nas blitzen está no uso de máscaras. Condutores de veículos e passageiros estão obedecendo essa medida de segurança. “A população está bem consciente em relação ao uso das máscaras, todos estão utilizando. Em relação a isso, não encontramos problemas. Mas orientamos para que evitem sair de casa. Só em caso de muita necessidade, somente uma pessoa da família para sair e fazer as tarefas, como compras, ir ao banco, e, se possível, não fazer isso todos os dias, e não sair com toda a família no carro, nem visitar parentes ou dar passeios pela cidade. Temos que cumprir o isolamento para ajudar a não transmitir esse vírus e colaborar com que quem trabalha e não pode ficar em casa, como nós, da segurança”, ressalta Manoel Filho.
Reportagem :Ryan Araújo