Após morte de vereador, suplente Karlyson Rebolça assume vaga em Macapá/Ap.

Karlyson havia recorrido ao Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) pedindo liminar para assumir a cadeira de vereador.

Com a morte do vereador Arilson Lobato Melo (PRTB) no último dia 03 de março, Karlyson Rebolça (PRTB) assume a cadeira.

Karlyson havia recorrido ao Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) pedindo liminar para assumir a cadeira de vereador, alegando omissão do presidente da Casa, vereador Marcelo Dias (Solidariedade). A decisão liminar foi concedida nesta terça-feira (23), pelo desembargador João Guilherme Lages.

De acordo com a defesa de Rebolça, em decorrência de óbito, a legislação determina que o presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, já na primeira sessão ordinária, que foi no dia 9 de março de 2021, após a constatação do falecimento, declare extinto o mandato eletivo e convoque o suplente no prazo de 48 horas, o que estaria sendo solicitado desde 8 de março.

Brasília/DF tem corpos armazenados no chão de hospitais.

A rede de atendimento da capital federal está esgotada

Com o sistema de saúde em situação de calamidade pública no Distrito Federal, corpos de vítimas de covid-19 tem ficado à espera de deslocamento em corredores de hospitais e até dispostos no chão. Imagens gravadas por servidores de unidades localizadas no Guará e em Ceilândia, regiões do entorno de Brasília, mostram um corpo ensacado no piso. Em outra situação, há uma vítima da doença já sem vida enrolada em panos, sobre uma maca.

A rede de atendimento está esgotada. Números atualizados pelo governo do Distrito Federal mostram que, na tarde de segunda-feira, 22, havia 411 pacientes que aguardam uma vaga de UTI para tratamento contra o coronavírus. A rede de 432 leitos de atendimento intensivo de hospitais privados está quase toda tomada, com apenas cinco vagas disponíveis. A pressão recai sobre os 409 leitos de covid-19 da rede pública.

A  respeito dos corpos dispostos no corredor e no chão nos hospitais públicos, a Secretaria de Saúde do DF, sobre o caso ocorrido em Ceilândia, afirmou que o corpo ficou no corredor porque “houve, sim, um atraso no procedimento em função do volume corporal e a indisponibilidade, naquele momento, de invólucro compatível com as dimensões do corpo”. Segundo a Secretaria de Saúde, o corpo foi transferido para a área de anatomia, “até a remoção pela funerária em uma urna compatível com o volume corporal”.

A respeito do corpo colocado no chão no Hospital Regional do Guará, a direção do hospital informou que os corpos que aparecem na imagem não estariam no chão, mas sim “sobre um tablado de madeira enquanto aguardavam transição para o serviço funerário”. “São casos isolados e precisam ser vistos dessa forma para que não sejam divulgadas informações equivocadas para a população do DF”, declarou a Secretaria de Saúde.

Na sexta, o governador do DF, Ibaneis Rocha, prorrogou por uma semana as medidas de restrição de funcionamento de atividades não essenciais na capital federal. As medidas que tiveram início no dia 28 de fevereiro tinham validade até esta segunda-feira. Agora, segundo o governador, serão estendidas até o dia 29 de março. O governo do DF, ao lado do Rio Grande do Sul e Bahia, teve a sua decisão questionada diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra aquilo que ele definiu como “estado de sítio” determinado pelas unidades da federação.

Carmem Lúcia muda voto e STF declara Moro parcial em caso de Lula

Cármen Lúcia mudou voto e 2ª Turma formou maioria de 3 a 2 por suspeição de ex-juiz

Com informações CNN

A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira (23), por 3 votos a 2, que Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato em Curitiba, foi parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá.

A maioria foi atingida depois que a ministra Cármen Lúcia, que havia se posicionado contra o pedido em 2018, quando começou a ser analisado, revisou o voto.

Ela acompanhou os posicionamentos de Gilmar e Ricardo Lewandowski, mas ressaltou que, ao contrário deles, não acha que Moro deve pagar as custas do processo. Edson Fachin, relator do caso, e Nunes Marques foram os votos vencidos.  

Ao encerrrar o julgamento, Gilmar Mendes disse que a da sessão desta terça é histórica. “A importância não deriva do nome do paciente, nem das repercussões judiciais ou da identidade do juiz que a suspeição restou reconhecida. A relevância vem do significado histórico maior, de reafirmação do compromisso do Supremo Tribunal Federal com a guarda incondicional da Constituição e dos direitos fundamentais”.

Com a decisão, os atos de Moro nesse processo são invalidados. Medidas cautelares, denúncias, audiências e sentenças, todas as decisões e produtos, como provas e depomentos, serão anulados. A decisão, no entanto, vale apenas para este processo. Os demais só serão analisados se os réus acionarem a Justiça para isso.

O voto de Cármen Lúcia

A ministra disse que, quando se manifestou da primeira vez, em 2018, não tinha dados suficientes para que concedesse a ordem de habeas corpus.

Ela citou a condução coercitiva, a interceptação do escritório de advocacia da defesa do ex-presidente, a divulgação da ligação entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff (PT) e o levantamento do sigilo de Antônio Palocci como os fatos que influenciaram a revisão do voto.

Cármen Lúcia ressaltou que o voto dela se aplica somente nos casos que envolvem o ex-presidente e não pode ser estendido para todas as  decisões de Moro.

“Todo mundo tem o direito de ser processado e julgado e ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial”, disse. “Não acho que o procedimento se estenda a quem quer que seja, estou tomando em consideração algo que foi comprovado pelo impetrante relativo a esse paciente nesta condição”.

“Isso não significa que não queiramos, sejamos contra ou estejamos emitindo juízo de valor sobre o combate à corrupção, que é obrigatório e precisa ser feito nos termos da Constituição e da lei e, que não pode, de jeito nenhum, parar”, declarou. “Estou julgando o caso de um paciente que foi julgado no fluxo destes procedimentos, e que demonstra que, em relação a ele, houve comportamentos inadequados e que suscitam, portanto, a parcialidade que todo mundo tem o direito de não ter que conviver”.

Depois da manifestação da magistrada, Fachin defendeu o voto que já havia proferido, dizendo que não havia fato novo que justificasse mudança.

“Não há absolutamente argumento novo a justificar o efeito revisional. Não há nenhum elemento inédito nessas alegações que permitiriam afastar a presunção de imparcialidade do magistrado”, disse Fachin.

Ele disse que a decisão da Corte pode criar um cenário para anular todos os processos julgados por Moro. “Os fatos realmente são graves e, se forem verdadeiros, a solução pode e talvez deva ser a nulidade. Mas não posso admitir isso sem que dúvidas sobre a integridade do material sejam examinadas”, afirmou.

Lula na Justiça

Em 2017, Lula foi condenado à prisão pelo então juiz federal Sergio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo caso do apartamento triplex no Guarujá (SP). Essa decisão de Moro havia sido a primeira condenação do ex-presidente no âmbito da Lava Jato.

Em janeiro de 2018, houve a confirmação da sentença penal condenatória pelo TRF da 4ª região. Por unanimidade, os desembargadores daquele Tribunal aumentaram para 12 anos e 1 mês de reclusão em regime inicial fechado.

Lula foi solto em 2019, após mudança jurisprudencial do Supremo, que voltou a proibir a prisão em 2ª instância. Em novembro daquele ano, o plenário, por 6 a 5, decidiu que não é possível a execução da pena depois de decisão condenatória confirmada em 2ª instância.

Paralisação de obras de ferrovia é mais um crime silencioso contra o Brasil

J.R. Guzzo. Gazeta do Povo
22/03/2021 16:20

Decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, do STF, paralisou obras de ferrovia que escoaria a safra de grãos do Mato Grosso até portos do Pará.

Dia após dia, em meio à indiferença geral da mídia e sem que a população brasileira seja informada corretamente a respeito dos fatos, são cometidos na área que vai da extrema esquerda ao STF, passando pelo Ministério Público Federal, crimes silenciosos contra o Brasil.

O último deles é a suspensão, decretada pelo ministro Alexandre Moraes a pedido do PSOL e com o apoio do MPF, do projeto de uma ferrovia essencial para os interesses do país – a Ferrogrão, cerca de 900 quilômetros de trilhos que devem ligar uma das áreas mais produtivas de soja em todo o mundo, no norte de Mato Grosso, ao complexo portuário do Rio Tapajós, no Pará. Dali, ela seria levada aos mercados internacionais, com uma decisiva redução nos custos e na emissão de carbono por parte dos milhares de caminhões que hoje se encarregam do transporte desta parte da safra brasileira de grãos.

A medida nada tem a ver com as leis ou, como se alega, com a “defesa do ambiente” e dos “povos indígenas” – é um ato puramente político, destinado a causar ferimentos graves no agronegócio brasileiro, privando de transporte eficaz, moderno e competitivo uma porção importante da produção nacional de grãos. A agressão, na verdade, não é contra a agricultura ou o agronegócio – é contra o Brasil e os brasileiros, que têm hoje uma dependência fundamental da produção de cereais para fazer funcionar todo o resto da sua economia.

Como diz o ex-ministro Aldo Rebelo, que passou a vida como militante do Partido Comunista do Brasil: hoje em dia os inimigos da agricultura e do país não precisam mais destruir fazendas para deter o agronegócio e lutar contra o sucesso do capitalismo no campo. Basta impedir, com manobras judiciárias, que haja transporte para as safras.

Não há nenhuma justificativa decente para a decisão, nem no terreno da lógica nem em qualquer outro. A Ferrogrão foi suspensa porque atravessa, já no seu trecho final, a beirada de uma reserva florestal. Vamos aos fatos. Essa reserva ocupa um território de 1.300.000 hectares; a ferrovia afeta uma área pouco acima de 850, que foi excluída do parque para possibilitar as obras. Você não leu errado. São 850 hectares em 1.300.000, ou menos de 0,1% da área total. Para não ficar em números distantes: isso equivale a menos de 2% do município de Curitiba, que tem pouco mais de 43.000 hectares. Pode?

Há mais. A exclusão dessa porção mínima da área oficial do parque foi decidida por lei, em 2017, pelo Congresso Nacional. Não há absolutamente nada de errado com a medida, salvo uma coisa: o PSOL é contra e, como já se tornou prática comum no Brasil, toda vez que a extrema esquerda perde uma votação na Câmara ou no Senado, seus militantes recorrem ao STF para virar a mesa. Levam quase todas; contam com a parceria plena do MPF.

Se o Parlamento brasileiro não tem o direito de aprovar uma mudança mínima na área de um parque nacional, teria direito a fazer o que, então? O fato é que o ministro Moraes disse que a lei aprovada dentro de todos os trâmites legais pela Câmara não é “constitucional” – e, portanto, não está valendo. A história vai agora para o plenário.

Enquanto aqui os inimigos do Brasil sabotam todos os dias uma atividade essencial para a sobrevivência econômica nacional, lá fora os competidores deitam e rolam. Enquanto o PSOL, o Ministério Público e o ministro Moraes proíbem a construção dos 900 km da Ferrogrão; a China, a cada ano, constrói mais de 4.000 quilômetros de ferrovias de alta velocidade. Isso mesmo: mais de 4.000 quilômetros por ano.

É por essas e por outras que a China vende tanto no exterior; é assim que gera renda e oportunidades na sua economia, e é assim que se tornou o exportador mais competitivo do mundo. Mas aqui quem manda é o PSOL, o MPF e o STF. Todos os demais ficam só olhando.

Bolsonaro sabota auxiliares que tentam costurar pacto contra a covid-19

Enquanto auxiliares do Palácio do Planalto se articulam para demonstrar alguma união com outros poderes e governadores no combate à pandemia de covid-19, o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) joga contra a sua equipe. Assessores da presidência, da Casa Civil e da secretaria do Governo trabalham para seguir as linhas traçadas por um pacto nacional que vem sendo pleiteado pelos Estados e o Congresso. Mas, o presidente reitera em suas ações que não tem a menor intenção de mudar sua estratégia. Em duas aparições públicas, na sua live de quinta, e numa conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na sexta-feira, o mandatário voltou a criticar governadores que impõem medidas de restrição de circulação, reforçou que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para impedir esses decretos e citou que, em algum momento, o Governo Federal tenha de tomar uma “medida dura”, por causa da pandemia. Foi uma repetição do discurso que vem adotando há um ano.Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília.© Eraldo Peres (AP) Protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

A diferença é que agora o Brasil registra quase 300.000 óbitos em decorrência do coronavírus e encontra dificuldades em adquirir vacinas, já que ignorou as ofertas de preferência de compras apresentadas no ano passado, e está prestes a ficar sem remédios básicos para UTIs em 18 Estados. Os ataques ocorrem nas vésperas de promover uma reunião ampla, em que o objetivo era mostrar alguma coesão. Ela está prevista para o próximo dia 24 e espera contar com a participação dos presidentes da Câmara, do Senado, do STF, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas da União e uma comitiva de governadores que ainda não foi definida.

No Supremo, a ação apresentada pelo presidente tem sido vista como uma espécie de armadilha para reforçar o seu discurso, sem fundamento na realidade, de que o Judiciário não o deixa agir. Ele não espera uma vitória na Ação Direta de Inconstitucionalidade, e pretende usar uma possível derrota como plataforma política-eleitoral, na qual se eximiria de culpa no colapso da saúde e também pelas consequências do isolamento social. No ano passado, quando os ministros do STF decidiram que haveria uma responsabilidade compartilhada na gestão da crise, o presidente propagou entre os seus apoiadores a falsa informação de que ele foi impedido a agir por ordem dos magistrados.

Uma outra leitura política pode ser feita sobre o autor da ação. Geralmente, documentos que são enviados pela Presidência da República são assinados pela Advocacia Geral da União. Não foi o que ocorreu no caso. A petição inicial é firmada apenas pelo presidente Bolsonaro, e não por José Levi Mello do Amaral. No documento, o mandatário pede que os decretos emitidos pelos governos do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Distrito Federal sejam suspensos. Também solicita “se estabeleça que, mesmo em casos de necessidade sanitária comprovada, medidas de fechamento de serviços não essenciais exigem respaldo legal e devem preservar o mínimo de autonomia econômica das pessoas, possibilitando a subsistência pessoal e familiar”. Na prática, quer proibir o lockdown.

A ação do presidente vai na contramão do que a maioria da população deseja. Pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, mostrou que 71% dos brasileiros apoiam a restrição do comércio e serviços como medida de controle da pandemia. Também segue em sentido oposto aos países que tem apresentado melhores resultados no combate à doença, como o Reino Unido.

Os nove governadores da região Nordeste assinaram uma nota que disseram estar surpresos com a ação do presidente. A chamaram de inusitada e o convidaram a participar de uma união de esforços no combate à pandemia. “Fizemos a proposta de um Pacto Nacional pela Vida e pela Saúde e continuamos aguardando a resposta do presidente da República”, diz o documento assinado pelos chefes dos Executivos estaduais nordestinos.

Sem vácuo na política

Os movimentos descoordenados de Bolsonaro tiveram três reações no cenário político. O primeiro foi que, no Senado, tem crescido um movimento para que seja instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19. Já há as assinaturas necessárias para tanto, mas o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), prefere postergar qualquer decisão. A abertura da comissão depende de seu aval.

O segundo movimento foi feito pelo próprio Pacheco. Nesta sexta-feira, ele enviou um ofício à a vice-presidenta dos Estados Unidos, Kamala Harris, pedindo que ela intermedeie a venda de vacinas excedentes em seu país para o Brasil. Harris acumula nos EUA o papel de presidente do Senado. Há ao menos 30 milhões de doses excedentes em território americano, produzidas pela AstraZeneca, que ainda dependem de autorização das agências sanitárias locais para serem usadas lá. A expectativa é que essas vacinas não sejam usadas tão cedo por lá. Enquanto que no Brasil, elas já têm autorização para o uso.

“O Governo não é só Executivo. O Governo é Executivo, é Legislativo e Judiciário. E a questão principal neste momento é unir forças em favor do povo brasileiro. E convém fazer mais do que tem sido feito”, disse a senadora Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado que intercedeu no tema. O Senado se viu compelido a agir não só pela inépcia de Bolsonaro, mas também porque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não tem cargo algum, tem tentado usar de sua influência política para obter mais vacinas ao país.

O terceiro movimento no xadrez político partiu de um subprocurador da República junto ao TCU (Tribunal de Contas da União). Lucas Furtado pediu a esse tribunal que afaste o presidente Bolsonaro das funções administrativas e hierárquicas sobre os ministérios da Saúde, Economia e Casa Civil e repasse as suas atribuições ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Em seu pedido, o procurador argumentou que haverá prejuízo aos cofres públicos se não houver atendimento à população durante a pandemia e se queixa das disputas político-ideológicas.

“Não se discute que toda estrutura federal de atendimento à saúde, com recursos financeiros, patrimoniais e humanos, terá representado inquestionável prejuízo ao erário se não cumprirem sua função de atender à população no momento de maior e mais flagrante necessidade. É inaceitável que toda essa estrutura se mantenha, em razão de disputas e caprichos políticos, inerte diante do padecimento da população em consequência de fatores previsíveis e evitáveis”, diz trecho do documento.

O subprocurador ainda justificou que seu pedido está embasado na lei orgânica do TCU, que prevê o afastamento temporário do responsável caso haja indícios suficientes de que, “prosseguindo no exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos danos ao Erário ou inviabilizar o seu ressarcimento”. Na prática, a tendência é que esse pedido não tenha sucesso. O afastamento de um presidente ocorre por meio de um processo de impeachment tocado no Congresso Nacional ou quando há a cassação da chapa por meio de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral. O vácuo de liderança no Palácio do Planalto e os sinais trocados emitidos pelo presidente tem resultado até em ações esdrúxulas de outros atores.

Fonte: Bolsonaro sabota auxiliares que tentam costurar pacto contra a covid-19 (msn.com)

Sexo entre mulheres: a legitimação do prazer lésbico

O prazer vem da exploração do corpo feminino, e o pênis – muitas vezes até os objetos fálicos – é totalmente dispensável.

A cena é clássica nos filmes pornôs: duas mulheres juntas, se beijando, olhando pra câmera e não uma para outra, até que um homem decide participar do sexo e elas passam a satisfazê-lo. Assim, geração após geração, é vendida a ideia do sexo entre mulheres: uma preliminar, diversão entre amiguinhas, um sexo incompleto e que deixa qualquer homem hétero enlouquecido com a ideia de ficar com duas mulheres.

Ideias como essas vêm sendo cada vez mais combatidas pelos profissionais que que trabalham com sexualidade e pelas mulheres lésbicas e bissexuais no intuito de legitimar as relações sexuais entre mulheres como elas realmente são: um ato de cumplicidade, amor e/ou apenas tesão entre duas mulheres, em que um pênis e um homem são dispensáveis visando o prazer dessas pessoas e não de terceiros.

Dessa forma, é muito importante dar visibilidade ao tema e tentar ressignificar alguns pensamentos sobre a sexualidade dessas mulheres.

O primeiro conceito a ser entendido é: não falta um pênis! Mulheres que se relacionam com mulheres querem exatamente isso: uma mulher. O prazer vem da exploração do corpo feminino, e o pênis (muitas vezes até os objetos fálicos) é totalmente dispensável.

Poucos estudos científicos avaliam exatamente o prazer sexual das lésbicas, mas os poucos existentes demonstraram uma taxa de satisfação sexual três vezes maior que na população heterossexual em vários parâmetros analisados. Mas por que isso acontece?

Todas as mulheres, desde a primeira infância, são pouco ensinadas sobre sexo e sua genitália, local que não deve ser tocado, exposto, nomeado e deve-se ter vergonha. Associado a isso, a falta de educação sexual masculina é ainda maior. Há mais incentivo ao sexo e supervalorização da genitália, porém, nenhuma orientação sobre o corpo feminino e sobre a resposta sexual da mulher.

Mulheres heterossexuais entrevistadas em inventários de pesquisa relatam falta de orgasmo nas relações em até 40% dos casos e quando se fala em falta de desejo sexual essa taxa pode ser ainda maior. Queixas sexuais são muito frequentes no dia a dia de um consultório ginecológico entre as mulheres heterossexuais, sendo a falta de conhecimento do parceiro sobre o seu corpo (prática de sexo oral, exploração digital da vagina, ato sexual focado apenas da penetração que por vezes chega a ser dolorosa etc) uma reclamação constante.

Entre as lésbicas, as queixas sexuais são menos frequentes. Se há dor na penetração, ela é evitada sem grandes prejuízos. É raro ter falta de orgasmo devido ao bom conhecimento das parceiras sobre seus corpos e principalmente pelo sexo não tão genitalizado.

Há maior liberdade de diálogo sobre o relacionamento e sobre as práticas sexuais na maioria dos casos. Mas e o desejo? Por muitos anos ouviu-se falar no termo “lesbian bed death”, que caracterizaria a falta de sexo num relacionamento duradouro entre mulheres, porém, hoje entende-se que a diminuição do desejo sexual ao longo das relações faz parte da resposta sexual feminina.

Mulheres hétero também perdem o desejo espontâneo a longo prazo, mas existe uma maior cobrança do parceiro pelo sexo, o desejo reprodutivo, os conceitos machistas de “fazer por obrigação do casamento” ou pelo medo de perder o parceiro caso não tenha relações frequentes. Todas as mulheres necessitam de vários fatores para despertar e manter o desejo sexual que vão além do desejo puramente físico. Cumplicidade, respeito, segurança, admiração são exemplos desses fatores.

Em 2001, a médica Rosemary Basson desenvolveu o modelo mais aceito atualmente sobre a resposta sexual feminina e seus estudos mostraram que essa reposta é cíclica: desejo gera prazer, que gera orgasmo, que pode gerar orgasmo novamente, que pode gerar nova lubrificação e todo esse processo é mantido pelo bom entrosamento do casal e sua relação com a sociedade.

A resposta sexual masculina (já estudada desde a década de 50 pelo casal Master e Jonhson e posteriormente por Helen Kaplan) é diferente: linear, onde temos excitação, ereção, prazer, ejaculação e resolução. Essas diferenças nas respostas sexuais podem gerar inadequações entre casais heterossexuais, o que é minimizado no sexo entre mulheres por todos os fatores já expostos.

Mas então a vida sexual das lésbicas é um “mar de rosas”? Longe disso. Elas também apresentam queixas sexuais e inadequações. Algumas sentem total aversão à penetração, o que pode gerar insatisfação na parceira; outras têm mais repressões sexuais. Conflitos do dia a dia causam um impacto maior na relação, além de fatores que numa relação entre mulheres são duplicados: TPM, cólicas, período menstrual, menopausa, gestação. Definições de papéis dentro do relacionamento podem também gerar conflitos sexuais: diferenças de salário, idade, grau de autoaceitação e aceitação dentro da família e da sociedade. Relações abusivas podem também estar presentes (lembremos que a masculinidade tóxica atinge a todos na sociedade e não apenas o sexo masculino).

É muito importante falar sobre o sexo entre mulheres não só do ponto de vista da saúde, cuidados e outros fatores, mas pela ótica do prazer. O prazer da mulher lésbica é muito pouco reconhecido na sociedade atual, e isso dá margem a comentários preconceituosos, investidas masculinas e desrespeito. Não é infrequente ouvir um homem pedindo a duas namoradas: beija pra eu ver, deixa eu participar. Ele pediria isso a mulher com um homem do lado? Provavelmente não. O sexo lésbico existe, por amor ou por tesão e ele pertence apenas àquele casal, não está à disposição do fetiche masculino, não é “menos sexo”, na grande maioria das vezes não é só uma fase ou uma experimentação.

Karina Cidrim

Médica ginecologista e obstetra pelo IMIP/PE com especialização em sexologia pela Santa Casa de São Paulo e climatério pela Unifesp. Atua como médica assistente do ambulatório de climatério e sexualidade do Hospital da mulher. Idealizadora do Instagram @saudesexual.

Copiado de : Sexo entre mulheres: a legitimação do prazer lésbico – CartaCapital

Aos 55 anos de idade, morre Irmão Lázaro, vítima da Covid-19; veja os famosos que nos deixaram em decorrência da doença em 2021

Irmão Lázaro

Morreu no dia 19 de março, aos 55 anos de idade, o artista conhecido como Irmão Lázaro. Lázaro atuava como cantor gospel, foi eleito vereador de Salvador, na Bahia, em 2020, e também fez passagem pelo famoso grupo baiano Olodum nos anos 90. Segundo informações do perfil oficial de Lázaro no Instagram, a causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória decorrente do novo corona vírus. O vereador estava internado na UTI de um hospital particular desde 25 de fevereiro, após ter sido diagnosticado com a doença no dia 15 do mesmo mês. Nas redes sociais, Marta Silva, filha do músico, lamentou a morte do pai: Hoje a pessoa mais importante da minha vida se foi, o homem que eu mais amei e continuarei amando o resto da vida! O cara mais honesto e bondoso que já conheci, que me ensinou a amar a Deus acima de todas as coisas e que me amou como ninguém nunca amou! O meu maior alívio é saber que ele está ao lado de Deus e que o céu está em festa nesse momento. Ele foi o meu maior exemplo de fé, meu melhor amigo, meu pastor, meu confidente, meu cantor favorito, ELE ERA MEU TUDO e agora meu tudo se foi! PAI, fica juntinho de Deus aí que já já estaremos juntos, eu te amo mais do posso expressar e imaginar! 

Rádio gospel no ar de Santana para o mundo

Santana inaugurou uma rádio gospel web sensacional, a Igreja Virtual do Povo de Deus inaugurou está semana a rádio www.rivpd.minharadio.fm, com muito louvor e adoração, tem também a palavra de Deus, logo mais teremos muitos sorteios para as pessoas, já está confirmado dois programas para a nova rádio um novo tempo e conexão gospel, que serão diários.

Empréstimo do BID apoia micro, pequenas e médias empresas no Brasil

dinheiro

Recursos viabilizarão financiamento a mais de 20 mil empreendedores

Já está na conta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empréstimo concedido nesta sexta-feira (18) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de US$ 750 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras. Com a contrapartida de US$ 150 milhões por parte do BNDES, serão destinados recursos para as MPMEs nacionais de quase R$ 5 bilhões. O anúncio foi feito hoje pelo banco brasileiro.

Os recursos viabilizarão financiamento a mais de 20 mil empreendedores, que poderão acessar os recursos por meio das linhas disponíveis no BNDES, incluindo plataformas digitais. O crédito será utilizado também no fomento a soluções inovadoras de fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros de baixo custo, normalmente por meio digitais como internet e maquininhas), com o objetivo de facilitar o crédito para as MPMEs.

Pandemia

Segundo destacou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, a operação ganha importância diante dos impactos trazidos pela pandemia do novo coronavírus e da necessidade de proteger os empreendedores nacionais do segmento das MPMEs que representam entre 41% e 53% das vagas de emprego no país. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, destacou a parceria de longa data existente com o BID para apoio a esse segmento empresarial. “Esse apoio vai ajudar a levar a pequenas e médias empresas ganhos de produtividade, sustentabilidade e solidez financeira, apoiando esses que são os nossos heróis nacionais”, disse Montezano.

Na avaliação do presidente do BNDES, a operação com o BID reforça também as iniciativas de digitalização em curso no banco, entre as quais o PEAC Maquininhas (modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital) e um fundo de crédito para fintechs, que oferece apoio mais ágil para as empresas, principalmente as de menor porte.

Para o representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, o cenário trazido pela pandemia do novo coronavírus exige a combinação de forças ”para preservar o emprego, a renda e a capacidade produtiva, em especial em um contexto em que abrir uma empresa custa tempo e dinheiro que não podemos nos permitir desperdiçar. Nesse sentido, contar com a solidez e a presença nacional do BNDES é fundamental”, concluiu.

A operação integra recursos totais de US$ 1,88 bilhão (quase R$ 10 bilhões) que o BID destinou este ano para recuperação econômica de micro, pequenas e médias empresas no Brasil, diante da crise causada pela pandemia.

Fonte: Empréstimo do BID apoia micro, pequenas e médias empresas no Brasil – A Gazeta do Amapá (agazetadoamapa.com.br)

Eleitor macapaense decide neste domingo quem será o novo prefeito de Macapá

Josiel e Furlan

A disputa será entre Josiel Alcolumbre (DEM) e Dr. Furlan (Cidadania)

Neste domingo (20), as 292.718 pessoas aptas a votar em Macapá irão às urnas para escolher quem será o prefeito da cidade na legislatura 2021-2024. O segundo turno da disputa será entre Josiel Alcolumbre (DEM) e Dr. Furlan (Cidadania), os dois candidatos mais votados dos dez postulantes ao cargo. Será o oitavo prefeito de Macapá escolhido pelo voto direto.

Tão importante quanto decidir entre Furlan e Josiel é o comparecimento de mesários e eleitores às seções eleitorais observando as normas de segurança sanitária, uma vez que o Brasil volta a registrar um aumento nos índices de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Vale lembrar que o pleito ocorrerá das 7h às 17h, com atendimento prioritário aos maiores de 60 anos nas três primeiras horas de funcionamento das seções eleitorais.

No primeiro turno foi registrado o comparecimento de 217.161 (74,19%) eleitores e 75.557 abstenções, número que corresponde a 25,81% do eleitorado. Os votos em branco somaram 2,64% (5.740), e os nulos chegaram 4,38% (9.512). No primeiro turno, os eleitores macapaenses também escolheram 23 vereadores.

Perfis
Empresário e jornalista, José Samuel Alcolumbre, de 47 anos, mais conhecido como Josiel, nasceu em Belém (PA) e é filiado ao Democratas (DEM) desde 2010. Sua vice na chapa é Silvana Vedovelli (Avante). Eles concorrem pela coligação Macapá em Primeiro Lugar (PDT/PSC/PL/PV/PSDB/PSD/Solidariedade/PROS/Avante/Republicanos/PP/DEM).

Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan (Cidadania), tem 47 anos e é natural da Costa Rica. Sua vice na chapa é Mônica Penha (MDB). Eles são candidatos pela coligação De Coração por Macapá (Cidadania/MDB/PMN).

Locais de votação

Neste domingo (20), Macapá terá o segundo turno das Eleições Municipais de 2020. Como os endereços de algumas seções eleitorais podem ter sido alterados em razão das medidas de segurança adotadas para prevenir a propagação da covid-19, é importante checar com antecedência o seu local de votação.

Serviços indisponíveis
Como ocorre sempre nos finais de semana de eleições, alguns serviços oferecidos pelos portais da Justiça Eleitoral estão indisponíveis desde a noite de sexta-feira (18).

O Sistema de Filiação Partidária (Filia), o Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP) e o Sistema de Apoiamento a Partidos em Formação (SAPF) voltarão a funcionar após o término da totalização do segundo turno das eleições para prefeito em Macapá (AP), marcado para este domingo (20).

Outros serviços, como a certidão de quitação eleitoral e consulta ao local de votação, poderão sofrer instabilidades. Todos os sistemas voltarão ao funcionamento normal ainda na noite de domingo.

Fonte: Eleitor macapaense decide neste domingo quem será o novo prefeito de Macapá – Diário do Amapá – Compromisso com a Notícia (diariodoamapa.com.br)