Porquê estamos perdendo a guerra para o covid19 em Santana-AP

dados coronavírus em santana

Este quadro reflete a demora e o despreparo de nosso prefeito na condução da pandemia que tem assolado a nossa cidade.

Demora para tomar decisões que já deveriam ter sido tomadas como: Testagem em massa, mapeamento de zonas que o Covid19 vem se expandido, decisões urgentes que tem que serem tomadas e não são, elaboração de um projeto para o combate, limpeza geral da cidade com a lavagem das ruas, compra da produção dos produtores, entre outras medidas.

Vimos um monte de informações desencontradas, abertura e volta atrás das feiras públicas, relaxamento das medidas restritivas.

Estamos em um barco sem rumo e não podemos dizer que está faltando dinheiro para o combate a pandemia, vejamos:

Santana recebeu R$ 19.508.226,44 (dezenove milhões, quinhentos e oito mil duzentos e vinte e seis reais e quarenta e quatro centavos), temos quase R$ 38.000.000,00 (trinta e oito milhões) resultados de um TAC, que pode ser utilizados num momento deste de crise.

O que nos falta? Um comandante que coloque nosso barco no rumo certo, estamos à deriva, chafurdados na vaidade de nosso gestor máximo, que não se aliou nem mesmo ao Governo do Amapá para combater a pandemia.

É unanime que não vemos nenhum rumo, para se ter uma ideia tínhamos três respiradores, hoje temos cinco respiradores, um aumento ridículo, quantos teste o munícipio já fez?

Quando foram proceder uma compra que seria para matar a fome da população, houve indícios de superfaturamento, UMA VERGONHA! Pois neste momento só está desconfiança já é tremendamente vergonhoso, as pessoas que precisavam ficaram sem receber o benefício.

Senão tomarmos as medidas que a Organização Mundial de Saúde – OMS manda não sairemos do isolamento social e quais são:   

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, apelou a todos os países a realizarem mais testes do novo Corona vírus, covid-19, dizendo que é impossível “combater um incêndio com os olhos vendados.”

Segundo ele, “não se pode conter esta pandemia sem saber quem está infectado” e a mensagem da agência é simples: “testem, testem, testem.”

Segundo ele, é a combinação de mais testes, isolamento e rastreamento de contatos que “faz a diferença.” 

Pronto está aí o primeiro passo teste e mapeamento, como enfrentar a pandemia às escuras.

Então pedimos que iniciem o combate de uma maneira humilde e responsável, antes de pensar em alguma liberação, pois até agora estamos perdidos num mar de desinformação.

As previsões são catastróficas, pois enquanto nossos gestores pensarem “barco perdido bem carregado”, o povo ira pagar está conta cara.

Oremos para que tudo der certo!

Autor: Mário Antonio Marques Fascio (Fascio), é analista de sistema, um observador da vida política de nosso Município de Santana-AP.

Nota de pesar Ana Raquel Possas

Ao Eduardo da Raquel,

Desculpe tirar os títulos para esta mensagem, mas isto sei que neste momento é o que menos importa.

Meu amigo, gostaria de deixar registrado, o quanto Raquel e você foram especiais em nossas vidas (Keila e eu). Sei que neste momento de dor não podemos levar nenhuma palavra que lhe traga algum conforto, esperamos realmente que as palavras de nosso Senhor valam para o momento:

8 “Pois os meus pensamentos
não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o ­Senhor.

9 “Assim como os céus são mais altos
do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos; e os meus pensamentos,
mais altos do que os seus pensamentos.

 Isaías 55:8,9

Palavras estas que você e Raquel nos ensinaram a trilhar, não falando, e sim com exemplos. Tenho certeza que do Céu, onde a Raquel se encontra, ela olha lá de cima é diz: “Valeu a Pena”. Valeu a pena pelo companheiro, pai e amigo que ajudou ela percorrer esta caminhada na terra.

Estamos muito tristes, eu e a minha esposa, e compartilhamos esta dor, dor esta que neste tempo de pandemia não podemos expressar como gostaríamos, que a vontade que temos era ir te dar um abraço e dizer que você é especial para gente. A morte infelizmente surge a qualquer momento e por vezes leva as pessoas que nos são especiais. Ficam as recordações de uma mulher maravilhosa que deu e ensinou muito a todos nós. A você, eu e Keila, deixamos os nossos sinceros pêsames!

(Mário da Keila e a Keila do Mário)

Cadê nosso hospital universitário?

Meus amigos e amigas de Santana e Macapá, podíamos ter o Hospital Universitário com 300 leitos e 60 modernas UTI.
Mas, o povo fez a escolha que as fotos abaixo retratam.
Uma historia de assassinatos repetidos, através de uma mistura de irresponsabilidade com incompetência.
Deus queira que as previsões, estatísticas ou sei lá em que estão confiando estejam certas. Mais acho muito difícil.
O Centro COVID-19 de Santana terá 18 leitos e desses, apenas 6 serão de UTI, imagina pra uma população em torno de 110 mil habitantes.
O do HE não sei quantos leitos terá. Mas, é certo que longe do necessário.
No carnaval, já no início da pandemia, a oferta era maior e mais luxuosa. Vejam as fotos e tirem suas próprias conclusões.

Reflexões sobre a pandemia na região norte do Brasil

A Região Norte possui 12% dos casos confirmados e 11% dos óbitos em 28/04/2020 de COVID-19 no Brasil. Porém, com 18,4 milhões de habitantes a região representa apenas 8% da população brasileira. O Amazonas está sendo a primeira grande tragédia nacional em decorrência da pandemia, com o colapso do seu sistema de saúde e funerário. Em termos de incidência como proporção de habitantes 4 Estados estão acima da média nacional.

Apesar dos indicadores de isolamento social compatíveis com a média nacional, o número de casos confirmados cresceu rapidamente e ligou o sinal vermelho dos governos. O Norte é a região com menor disponibilidade de infraestrutura de média e alta complexidade em saúde pública e com maior carência de profissionais especializados (Necessários para suporte em UTI e operacionalização de exames laboratoriais).

O Coronavirus na região está atingindo as capitais e as cidades do interior, o que amplia a preocupação com os indígenas que são vitimas recorrentes das doenças dos homens brancos. Algumas possibilidades podem ser levantadas para explicar, mas que devem ser objeto de estudos mais complexos no futuro cito-as:

a) Inconsistência dos indicadores de isolamento social: O indicador de isolamento pode não está refletindo a realidade da região, uma vez que na media 65% da população possui celular smartphone, enquanto que a média nacional é de 77% segundo o IBGE.

b) Elevado nível de informalidade na economia: A informalidade é um fator importante para a definição do isolamento social, pois esse trabalhador é mais suscetível à necessidade de sair de casa para buscar maneiras de manter o sustento da família. No Brasil, 41,3% da força de trabalho é informal (PNAD, 2019), praticamente todos os Estados da região estão acima da média nacional (Para 62,4%; Amazonas 57,6%; Amapá 54,3; Rondônia 50,3%; Acre 50,2%; Tocantins 47,9%; Roraima 47,1%). Curiosamente, os Estados com maior informalidade na economia lideram o número de casos confirmados na região. Importante atentar para esse fator, em decorrência do pagamento do auxílio emergencial e as aglomerações nas agências bancárias.

c) Número de membros na família: Uma pessoa contaminada pelo coronavirus expõem diretamente a sua família a contaminação. Na região norte a média de membros da família é de 3,9 pessoas, contra uma média nacional de 3,3 pessoas (POF/IBGE 2008) Pará, Amazonas e Amapá com 4,05, 4,02 e 3,9 pessoas por unidade familiar.    

d) Fatores culturais: Trata-se de um critério subjetivo, o nortista é conhecido no Brasil pela sua hospitalidade, o brasileiro da região é muito próximo das pessoas, mesmo nas maiores cidades essa é uma característica marcante. O nortista gosta de fazer amizade, é um sujeito companheiro e que gosta de estar “junto”.

Por fim, infelizmente as pesquisas de opinião que são realizadas no Brasil para medir a percepção da população sobre a pandemia e do isolamento social, não apresentam resultados específicos para Região Norte, que em geral é agregada a região Centro – Oeste, devido à amostra proporcional ao tamanho. Tais resultados poderiam indicar mais elementos explicativos para a evolução da pandemia na região. Neste sentido, fica aqui a dica para os acadêmicos interessados em explorar o tema no futuro.

Antonio Pinheiro Teles Júnior

Economista e Prof da Universidade Federal do Amapá.