Abraão o pai da fé

Prefácio

Para começarmos, faço a você, a quem me assiste, uma simples pergunta: Teria você coragem, mas aquela coragem abrasadora, de aceitar ser tocado por Deus, de uma forma nunca antes vista, modificando à sua maneira de viver que conta com determinados luxos, te levar a uma terra distante, e ainda, após tudo isso, ter o seu nome mudado? A mudança de nome é muito mais que simplesmente um rebatismo social, é a mudança de caráter e personalidade.

A galeria (Hebreus) dos heróis da fé está cheia de homens que decidiram pelo toque magistral do Todo-poderoso e, dessa maneira, suas vidas nunca mais foram as mesmas. Sabe qual nome se dá pra esse “fenômeno”? Fé.

Abrão (Gênesis 12)

Abrão foi chamado por Deus a deixar a casa de seu pai aos setenta e cinco anos, levando consigo seu sobrinho Ló e tomando para si Sarai como sua esposa. Ali iniciou-se a saga deste homem que até os dias atuais nos encoraja quando falamos de fé.

Quando ainda era Abrão, o SENHOR já lhe havia prometido que o faria grande nação, abençoando e engrandecendo o seu nome. Ou seja, não é preciso que você já tenha passado pelas mãos do oleiro, basta que, mesmo ainda não sendo a pessoa que Deus visualiza, você tenha a coragem de ouvir a sua voz e aceitar o seu chamado.

Entenda que quando Deus engradece o nome de um homem, não é para que haja soberba em seu coração, antes, é uma forma de mostrar ao mundo, ainda que de maneira diminuta a glória do próprio Pai celestial.

Deus cuida dos seus filhos (Gênesis 12:10)

Abrão ainda edificou um altar para o Senhor na cidade de Ai, após, caminhou até a terra do Egito, para ali peregrinar.

A vida de Abrão não foi das mais fáceis naquelas terras, talvez já indicando o que aconteceria ao seu povo anos a frente, durante 400 anos de escravidão (por terem se distanciado do Criador – é importante que isso seja dito).

Abrão pede que Sarai, por ser mulher formosa e, sabendo que os homens daquele lugar viriam até ela, minta a eles dizendo ser sua irmã, assim ele poderia ir bem por causa dela. (Gênesis 12:14).

O Pai da fé talvez ainda não tivesse total conhecimento acerca do Deus que o guiará.

De certo o rei do Egito fez bem àquele homem, dando-lhe ovelhas, vacas, jumentos e servos (mas pela obra do medo, diferente das promessas que Yaveh o havia feito), entretanto, por conta de Sarai o SENHOR feriu ao Faraó e a sua casa, conforme vemos nos versículos 17 a 20, onde então o primeiro daquela terra compreendeu quem era aquele homem, homem protegido pelo Sobrenado do universo. Com a ordem de ir, partiram dali Abrão, sua mulher e tudo quanto o tinham.

Compreendemos a partir de então que quando Deus age, não há quem possa impedir. Bem como, quando Deus promete, não há benevolências nessa terra que são capazes de suprir ou se comparar.

O Filho da Promessa (Gênesis 13:14)

(Leia também Gênesis 15 – aliança de Deus com Abrão)

Deus ordena que Abrão levante os olhos e o promete toda aquela terra por herança, a ele e sua descendência.

Entendamos que, a partir de Abrão, várias nações foram constituídas, todavia, tão somente a nação de Israel foi a eleita, através de Isaac.

A origem de um povo paralelo ao da Promessa (Gênesis 16)

Por ver que não dava filhos a Abrão, sua mulher então pede que ele se deite com sua serva, Agar, a quem lhe dá um filho por nome de Ismael. Vendo Sarai que havia sido desprezada por sua serva, confessa a seu marido que dá Agar em suas mãos.

Agar foge, mas um anjo do SENHOR a encontra no deserto e diz que ela dará à luz a um filho, a quem sobremaneira multiplicará a sua descendência, e será este homem feroz e sua mão será contra todos, e mão de todos contra ele, habitando diante da face dos seus irmãos (o povo Árabe nasce a partir de Ismael).

Observe, desde a teimosia de Sarai, quando não soube aguardar a promessa do Senhor, há contenda entre Árabes e o povo santo escolhido por Deus, Israel. Mas é preciso compreender que, todos os povos da terra são descendência daquela família, sobremaneira, deveríamos todos festar, e alegrarmo-nos como uma grande família, entretanto, pela busca de poder, o fanatismo e o distanciamento cada vez maiores da casa do Pai, o mundo morre a cada novo dia no maligno.

Circuncisão – sinal da aliança

Em Gênesis 17, podemos observar que Deus diz a Abrão que este deve circuncidar-se como forma do sinal da aliança entre Deus e homem. A partir desse marco não mais seria Abrão, mas sim Abraão, pois por pai de muitas nações havia sido posto.

O Senhor prometera a Abraão em possessão perpetua toda a terra de Canaã, a ele e a descendência após ele.

No versículo 8 do mesmo capítulo, podemos observar que o Senhor prometeu dar a terra de Canaã para o povo que viria após Abraão, não após Abrão, porquanto aquele homem já não mais existira. E ainda, vale ressaltar que a promessa envolvia também a Sara, a quem essa sim, ele tomou por sua mulher e a fez sua família. Assim, entendemos que não há motivos para que o povo Árabe reivindique as terras de Israel como se fossem por direito suas. Nunca houve uma terra chamada Palestina naquele local.

O filho da promessa e o os sonhos de Deus (Gênesis 18)

Deus cumpre a promessa feita a Abraão, dando a ele o filho de sua promessa, o segundo patriarca, pai de Israel. A partir de então, Deus tem provado e aprovado a Abraão. Deus fez deste homem o espelho para o que haveria de acontecer, mas que ainda estava nos planos celestiais. Deus pede a Abraão seu filho em sacrifício, mostrando ao mundo o que faria por nós, ao dar o seu único Filho em pagamento pelos nossos pecados.

Podemos observar de duas maneiras o pedido de Deus:

  1. Mostrar ao mundo que Ele sim daria o seu único filho por amor a nós, mas não tomaria em sacrifício o filho do seu servo para que entendesse o amor e a obediência que este tinha para seu Senhor.
  • Informar à humanidade que quando se coloca a vida de um filho no altar, Ele abençoa e toma em suas mãos a descendência daquele que foi fiel ao seu chamado.

Portanto, Abraão é dito como o pai da fé por ter entendido que, mais valia peregrinar em busca de alcançar as promessas de Deus que se manter em uma terra pecaminosa, usufruindo de tudo que tinha, quando não era tudo aquilo vindo das mãos de Deus.

Mário Antonio Marques Fascio

Presidente da IVPD

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