Centro Covid-19 em Santana também atende população de outros municípios

Santana é o segundo município mais afetado pelo novo coronavírus, com registro de 461 casos confirmados e 13 óbitos até esta quarta-feira (13).

Railana Pantoja
Da Redação

Segundo município mais afetado pelo novo coronavírus no Amapá, Santana passa a ter um Centro de Atenção à Covid-19. Até esta quarta-feira (13), de acordo com o boletim estadual, Santana registrava 461 casos confirmados e 13 óbitos.

De acordo com o médico André Franco Ribeiro, diretor da Unidade, nesta quinta-feira (14) quatro pacientes estão internados na UTI e outros oito estão na enfermaria sendo tratados. Além de atender a população santanense, em caso de necessidade o Centro atenderá pacientes de outros municípios.

“Estaremos recebendo agora, por volta de 12h, um paciente de Laranjal do Jari, vem pela UTI aérea, e ele vai ser encaminhado para fazer ventilação mecânica. Desses pacientes que temos internados, dois apenas são originados em Santana, os outros são todos de Macapá”, disse.

O gestor garante que o Centro tem boa estrutura equipada. “As seis unidades de UTI têm monitores, quatro bombas de infusão cada leito e um ventilador de última geração e alta tecnologia. O governo está implantando mais 20 leitos nessa unidade e a gente acredita que em uma semana possa estar funcionando para atender os pacientes. Mas, mesmo assim, se a gente for ver as estatísticas, isso ainda pode ser uma quantidade pequena”, pontua.

Por enquanto, um médico, um enfermeiro, três técnicos de enfermagem, uma nutricionista, um fisioterapeuta, um assistente social e uma farmacêutica fazem o atendimento no Centro.

Gestão

A gestão do Centro Covid-19 em Santana é feita pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), uma organização social de saúde que também é responsável pela UPA Zona Sul, em Macapá. A equipe técnica veio de Goiânia (GO) para atuar no Amapá.

“São pessoas que trabalham há muito tempo com essa área de urgência e emergência. Ontem (13) chegaram 3 médicos que vieram fazer curso de formação, é um protocolo que o IBGH tem. Todos os integrantes, desde o pessoal da faxina até os médicos, têm que ser capacitados para cuidar de um paciente com doença altamente transmissível. Se a gente não tiver cuidado com a equipe de trabalho vamos perder esses profissionais também ao longo do tempo, eles vão adquirir a doença, serão afastados, e a gente vai ficando sem mão de obra”, finalizou o diretor.

Fonte: https://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/cidades/centro-covid-19-em-santana-tambem-atende-populacao-de-outros-municipios/

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